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Defesa

Investigados “supostos angolanos” que pedem nacionalidade e residência na Suíça

O Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) vai investigar, nos próximos dias, junto da missão diplomática na Suíça o "elevado número de supostos angolanos" que no país europeu pede residência e nacionalidade, foi anunciado.

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Segundo o director-geral do SME, João António Dias, um número elevado de cidadãos que alegam ser angolanos estão a pedir residência e a nacionalidade na Suíça, mas numa rápida apreciação dos seus documentos concluiu-se que não eram angolanos.

"Da avaliação que fizemos rapidamente e da documentação que nos apresentaram não são angolanos, tanto mais é que estamos a criar condições para daqui a 20 dias mandarmos uma equipa de investigação trabalhar junto à nossa missão diplomática na Suíça", disse João António Dias.

O dirigente, que falava esta Quinta-feira, na sede do SME, em Luanda, durante uma visita que os deputados fizeram à instituição, deu conta igualmente que, "num passado muito recente, dois supostos angolanos foram expulsos" dos Estados Unidos da América (EUA).

De acordo com o também comissário de migração principal estão neste momento nos EUA e no México "mais de 60 cidadãos supostos angolanos" a pedir residência nos respectivos países. João António Dias revelou que muitos angolanos emigraram, há mais de 10 anos, "com documentos falsos", referindo que existem muitos processos “pendentes” iniciados na diáspora para solicitação de passaportes em avaliação, juntamente com o Ministério da Justiça.

"Uns até saíram com passaportes legais, mas obtiveram-no por via da cédula ou bilhete de identidade. Estamos a fazer estudos com profundidade", notou.

Para o director-geral do SME, os processos pendentes deverão ser ultrapassados, sobretudo quando o país começar a emitir o novo passaporte biométrico, previsto para o "último trimestre de 2020".

“Vamos ser rígidos em defesa da soberania nacional e vamos precisar do apoio de vossas excelências, deputados, porque vão nos condenar. Senão estaremos a pôr em causa a soberania do país", assinalou.

Os deputados da 3.ª Comissão sobre Relações Exteriores, Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas no Estrangeiro apresentaram várias preocupações, nomeadamente o controlo das fronteiras, a viabilização de vistos de trabalho, as condições de trabalho dos efectivos, entre outras.

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