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Induve investe 20 milhões em construção de fábrica de processamento de farinha

A Indústria Angolana de Óleos Vegetais (Induve) decidiu investir na construção de uma fábrica de processamento de farinha de trigo. A Induve injectou 20 milhões de dólares na construção da nova fábrica, que criará cerca de 125 empregos directos.

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Este investimento visa ajudar o sector e, assim, pôr fim aos problemas de escassez que o sector da farinha tem sofrido no mercado: actualmente o país produz 420 mil toneladas de farinha, no entanto, é preciso aumentar a produção para as 520 mil toneladas. Tem também como objectivo principal acabar com as importações de farinha de trigo.

A ideia com esta nova fábrica, que começa a operar a partir do próximo ano, é conseguir processar 700 toneladas por dia, perfazendo uma média de cerca de 255 mil e 500 toneladas por ano.

Em declarações à agência Angop, o administrador financeiro da Induve, Kidy Aragão, explicou que o valor do investimento ronda os 20 milhões de dólares porque parte da estrutura da fábrica já se encontra de pé, caso contrário a construção iria rondar os cerca de 35 milhões de dólares: "Boa parte do projecto fabril já existe, falo em termos de prédio rústico e algumas infra-estruturas que já existem, porque se fosse a começar do zero não estaríamos a falar deste valor".

A agência adianta ainda que 50 por cento do dinheiro investido chegou à Induve através de um financiamento do banco BIC. Os restantes 50 por cento dizem respeito a dinheiros da empresa.

Para já vão ser construídas as fundações para serem instaladas as infra-estruturas de grande capacidade para armazenar o trigo em boas condições. "Nós não podemos pensar em reserva alimentar na farinha de trigo que tem apenas um prazo máximo de 4 a 6 meses, porque depois a farinha não tem a mesma qualidade. Mas pensar em reservas alimentares e ter o grão que poderá levar dois anos se for bem armazenado", afirmou o responsável.

Quanto à produção do trigo para processar a farinha, o administrador disse que para já este vai continuar a ser importado, uma vez que a produção nacional não consegue dar resposta às necessidades do país. "Já existem alguns agricultores a produzirem trigo, mas o acondicionamento e o escoamento do mesmo continua a perigar a produção", disse.