Angola tem nova fábrica de lapidação de diamantes orçada em 4,8 milhões

O Governo anunciou que cerca de 20 por cento da produção de diamantes será direccionada a fábricas de lapidação a serem instaladas no país. Uma delas a Stone Polished Diamond (SPD), orçada em 4,8 milhões de dólares, foi inaugurada esta Terça-feira.
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A SPD, segunda empresa nacional de lapidação de diamantes, e que resulta de uma parceria entre investidores privados nacionais e a Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam), com uma participação de 10 por cento, foi inaugurada, em Luanda, pelo ministro dos Recursos Mineiras e Petróleos, Diamantino Pedro Azevedo.

Segundo o governante, a inauguração da nova fábrica de lapidação enquadra-se na nova política de comercialização de diamantes brutos, cujo objectivo é incentivar o investimento na transformação dos diamantes explorados em Angola.

"O objectivo é fomentar a implementação de fábricas de lapidação que trarão valor acrescentado ao diamante e também a criação de empregos. Foi no âmbito da implementação dessa política que surgiu esta primeira iniciativa", adiantou.

Instalada no município de Talatona, sul de Luanda, e com capacidade de lapidação de 2000 quilates/mês, a Stone Polished Diamond conta com uma linha de produção composta por "equipamentos de ponta" e deve lapidar diamantes brutos de três a 10 quilates.

Em declarações aos jornalistas, no final de cerimónia, Diamantino Pedro Azevedo deu conta que mais empresas do género deverão ser instaladas no país, sobretudo nas províncias diamantíferas, nomeadamente Lunda Norte e Lunda Sul, a par de Luanda.

"Temos disponível para as fábricas que se instalarem no nosso país cerca de 20 por cento da produção. Isso dá mais ou menos uma indicação do que queremos a médio prazo atingir em termos de benefício de diamantes no nosso país, para chegarmos próximo das estatísticas dos outros países produtores de diamantes na região, Botsuana, África do Sul e a Namíbia", realçou. 

A Stone Polished Diamond, que vai ainda lapidar diamantes especiais (com peso igual ou superior a 10,8 quilates), foi construída em três meses, está composta por controlos automatizados de acesso, scanners faciais e leitores biométricos, gerando na primeira fase 70 postos de trabalho directos.

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