Angola e Dubai assinam acordo para travar dupla tributação

O Ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto e o Ministro de Estado dos Emirados Árabes Unidos assinaram Quinta-feira um acordo no domínio da fiscalização que visa evitar a dupla tributação entre os dois estados.
:
  

Durante a estadia em Angola, as duas partes mantiveram encontros e discutiram as perspectivas de cooperação económica, comerciais e técnica, assim como procedeu-se à revisão de projectos que já estão em curso, tanto no domínio da aviação civil como das telecomunicações, com destaque para os sectores que o Governo considera ser importante para a diversificação da economia.

“No âmbito da estratégia de redução da dependência do petróleo, foram conversações que vieram a dar perspectivas para uma cooperação mutuamente vantajosa”, acrescentou Manuel Augusto.

“A partir de hoje, os operadores económicos das duas partes podem discutir os aspectos técnicos, financeiros e outros detalhes, para tornar possível a cooperação”, concluiu o Ministro, segundo avança o Ministério das Finanças.

Sultan Al Jabar referiu serem “altas” as relações de cooperação entre Angola e os Emirados Árabes Unidos, tendo acrescido que a presente visita vai servir para o alargamento da diplomacia entre ambos.

“Angola tem sido um exemplo de país de liderança nos negócios no continente africano. Hoje, conseguimos marcar uma nova posição ao nível dos negócios em Angola, nos sectores do petróleo e gás. Mas, estamos a identificar novas áreas de negócios e de cooperação e novas oportunidades para fortalecer a cooperação”, sublinhou, quando realçou que a “nova visão da liderança de Angola é uma razão adicional para acelerar as relações fraternais entre as duas nações e trabalhar juntos para os benefícios dos dois povos”.

Sultan Al Jabar expressou ainda a disponibilidade dos Emirados Árabes Unidos em cooperarem com Angola no processo de repatriamento de capitais.

O governante disse que “o repatriamento de capitais é uma outra área importante em que os Emirados Árabes Unidos deverá cooperar com o Banco Nacional de Angola (BNA), no sentido de se identificarem soluções e mecanismos para permitir essa repatriação”.

Mais Lidas