Arte de Paulo Kapela na galeria Tamar Golan

Luanda terá a chance de ver reunidas obras de um artista singular e extremamente conectado com o seu tempo e a terra onde vive, anuncia a Fundação Arte e Cultura. A repercussão internacional e expressividade local encontrou-se com os objectivos da fundação de incentivar e difundir a expressão de artistas locais. A exposição Kapela poderá ser visitada na galeria Tamar Golan durante o mês de Março.
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Estarão expostas obras antigas, resgatadas e recuperadas, além de novas peças construídas pelo artista nas instalações da Fundação Arte e Cultura, onde Kapela encontrou ambiente para criar, já que vive desde o ano passado no Beiral, sem espaço para produzir, refere um comunicado remetido ao VerAngola.

Nascido no Uíge, Paulo Kapela percorre o mundo com a sua arte desde 1995, geralmente acompanhado por contemporâneos africanos, como aconteceu durante a “Africa Remix”, montada em Londres, Paris e Tóquio, em 2004 e 2005. A arte de Kapela foi vista também na exposição colectiva “Tons e Texturas da Angolanidade”, em 2003. No mesmo ano, Kapela foi homenageado com o prémio do Centro Internacional de Civilizações Bantú (CICIBA), de Brazzaville, que lhe rendeu grande parte do reconhecimento internacional.

Mais recentemente, em 2013, Paulo Kapela integrou a exposição “No Fly Zone”, em Lisboa. As peças expostas traduziam a Luanda de hoje, a mostrar recortes de jornal, desenhos e objectos agregados que constroem o discurso de conservação e reconstrução da memória empregada pelo artista.

Autodenominado profeta e conhecido como Mestre, Paulo Kapela é angolano, mas foi na República do Congo que começou a meter nas telas o que lhe passava pelas ideias, e o artista foi formado. Os desenhos, colagens e instalações de Kapela, herdeiros da École de Peinture de Poto-Poto, do Congo, foram recuperados e ganharam tratamento condizente com a sua importância para a cultura angolana.

Durante os meses de Janeiro e Fevereiro, Paulo Kapela encontrou na Fundação Arte e Cultura o espaço que buscava para retomar o processo constante de criação e esteve com certa frequência a produzir novas peças, algumas das quais poderão ser vistas de 3 a 16 de Março.

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