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Energia

Angola apoia esforços da OPEP para manter estáveis preços do petróleo

Angola participa esta Segunda-feira numa reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) com "a intenção" de apoiar os esforços da organização "no sentido de manter os preços estáveis", disse à Lusa fonte oficial.

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Em declarações à Lusa, o representante de Angola na OPEP, Estêvão Pedro, disse que a reunião tem como objectivo fundamental analisar o mercado petrolífero com as perspectivas e a possibilidade de reposição de mais 500 mil barris de petróleo/dia na produção.

Estêvão Pedro disse que "a intenção de Angola é apoiar os esforços da OPEP, no sentido de manter os preços estáveis".

Angola participa, esta Segunda-feira, na 25ª reunião do Comité Conjunto de Monitoramento Ministerial da OPEP, e o país estará representado no encontro, que decorrerá por videoconferência, pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo.

O ministro participa já na qualidade de presidente da Conferência de Ministros da OPEP, devendo ser nomeado para este cargo durante o encontro.

A reunião, que decorrerá sob presidência de Abdul Aziz Bin Salma, ministro da Energia da Arábia Saudita, e co-presidência de Alexander Novak, ministro da Energia da Rússia, vai analisar o relatório do grupo Técnico Conjunto sobre a evolução do mercado global de petróleo, seus níveis de conformidade e perspectivas para os meses seguintes.

No mesmo dia, decorrerá a 23.ª reunião de ministros da OPEP e seus parceiros não-OPEP, signatários da Declaração de Cooperação (assinada em 2016).

Angola assumiu em Novembro de 2020 a presidência da Conferência de Ministros da OPEP, órgão ao qual foi admitido como membro de pleno direito em 2006.

O país prevê passar a sua produção diária actual de 1,249 milhões de barris de petróleo para 1,267 milhões de barris este mês, perspectivando ainda atingir 1,319 milhões de barris por dia no final de 2021.

A informação foi avançada pelo secretário de Estado dos Petróleos, José Alexandre Barroso, citado pela Angop, durante o conselho consultivo do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, realizada em Novembro do ano passado.

José Alexandre disse, na altura, que esses dados confirmam claramente que os níveis de produção de Angola não estão condicionados pelo volume de produção fixados pela OPEP, mas pelo declínio natural dos campos, suspensão da actividade de sondagem em 2020, motivada pela pandemia de covid-19 e pela ausência de investimentos na exploração em geral.

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