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Educação

Pais satisfeitos com reinício de aulas presenciais no ensino primário

A Comissão de Pais e Encarregados de Educação congratulou-se com o anúncio do reinício das aulas presenciais, no ensino primário, previsto para 10 de Fevereiro, apelando ao envio dos alunos às escolas.

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O reinício das aulas no ensino primário (da 1.ª à 5.ª classe), que estavam suspensas desde Março de 2020, esteve previsto para 26 de Outubro de 2020, mas foi adiado face à avaliação epidemiológica feita na altura.

Em declarações à agência Lusa, Manuel Diogo referiu que têm "sensibilizado" pais e encarregados de educação para enviarem os alunos às escolas, lembrando que também os profissionais do Ministério da Educação precisam de regressar às salas de aulas, independentemente de o Ministério da Saúde não ter a capacidade para a testagem em massa.

O presidente da Comissão de Pais e Encarregados de Educação considerou que, apesar da situação e das condições do país, "é óbvio que tem de ser retomado o processo docente educativo".

"Em todos os nossos encontros, temos estado a sensibilizar pais e encarregados de educação, para enviarem os seus filhos às escolas, independentemente de as escolas não se encontrarem no estado que os pais gostariam de ver, devido ao material de biossegurança que é escasso, mas há um esforço que o Governo tem vindo a fazer e nós, pais, temos estado a acompanhar. Então não há necessidade de continuarmos com os nossos filhos em casa", referiu.

Manuel Diogo frisou que o país enfrenta dificuldades económicas e financeiras, reconhecendo, no entanto, "que o executivo fez o necessário" para que as crianças em salas de aulas tivessem algum aproveitamento e se mantivessem ocupadas.

"Julgamos também que os docentes estavam totalmente à deriva e foi possível ocupá-los nas actividades que eles têm estado a se dedicar. Nós reconhecemos que os professores são combatentes da linha da frente e, em qualquer circunstância, eles têm de estar nas salas de aulas", sublinhou.

O responsável da comissão destacou os seus esforços na mobilização para o envio daqueles alunos que não compareceram no primeiro trimestre, devendo estar presentes a partir de agora.

Manuel Diogo disse que a inquietação quanto à situação da covid-19 no país se mantém, tendo em conta que, "efectivamente, o país não dá uma garantia eficaz para protecção" das pessoas.

"Mas dada a necessidade de pormos a máquina a movimentar, também estamos, de braços abertos, a largar os nossos filhos para as salas de aulas, independentemente das circunstâncias que temos estado a evidenciar", disse.

A ministra da Educação, Luísa Grilo, considerou, Segunda-feira, que o reinício das actividades lectivas presenciais no ensino primário, é "um sinal de confiança" na escola, fazendo um balanço positivo do primeiro trimestre de aulas presenciais.

As classes primárias constituem a maior franja do sistema escolar nacional, abrangendo mais de dois milhões de alunos.

No novo decreto presidencial, que actualizou as medidas de prevenção face à pandemia de covid-19, durante a situação de calamidade pública, em vigor até 9 de Fevereiro, os alunos do ensino primário (da 1.ª à 5.ª classes), cujas aulas estão suspensas desde Março de 2020, em resultado da covid-19, regressam a 10 de Fevereiro às actividades lectivas presenciais.

As aulas da 6.ª à 13.ª classes, que recomeçaram a 5 de Outubro de 2020, bem como as do ensino superior, mantêm-se, mas ainda não há data para o reinício das actividades do pré-escolar.

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