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Ministra da Educação diz que regresso às aulas é “sinal de confiança”

A ministra da Educação, Luísa Grilo, considerou esta Segunda-feira que o reinício das actividades lectivas presenciais no ensino primário, prevista para 10 de Fevereiro, é um “sinal de confiança” na escola, fazendo um balanço positivo do primeiro trimestre de aulas presenciais.

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Segundo o novo decreto presidencial, que actualiza as medidas de prevenção face à pandemia de covid-19 durante a situação de calamidade pública, em vigor até 9 de Fevereiro, os alunos do ensino primário (1.ª, 2.ª, 3.ª, 4.ª e 5.ª classes), cujas aulas estão suspensas desde Março de 2020 em resultado da covid-19, regressam a 10 de Fevereiro às actividades lectivas presenciais.

As aulas da 6.ª à 13.ª classes, que recomeçaram a 5 de Outubro, bem como as do ensino superior, mantêm-se, mas ainda não há data para o reinício das actividades do pré-escolar.

"A 6.ª classe regressou [às aulas presenciais] e, felizmente, tem estado a correr bem, significa que os professores e as direcções das escolas assumiram bem o seu papel", congratulou-se a ministra, durante uma conferência de imprensa em Luanda, onde foram apresentadas as novas medidas.

Luísa Grilo admitiu, no entanto, que "é preciso reforçar as medidas de segurança na escola e continuar a trabalhar na higiene diária das instalações".

"É uma responsabilidade grande abrir as escolas, é o grupo maior, são muitas crianças em todo o país", frisou a governante, acrescentando que estão em causa mais de dois milhões de crianças que estavam "paradas".

Segundo a ministra, os horários vão ser desdobrados, de forma a evitar a presença dos alunos mais do que duas horas e meia confinados.

Luísa Grilo fez um balanço positivo do primeiro trimestre lectivo presencial: "Não tivemos casos alarmantes, com excepção do Cuanza Sul onde os alunos internos tiveram de ficar confinados, mas está tudo acautelado para que os dois trimestres que faltam decorram sem sobressaltos".

A responsável adiantou ainda que o Presidente da República, João Lourenço, disponibilizou uma verba extra para que os governos provinciais assegurem as condições de biossegurança necessárias em todas as escolas.

"Não vamos conseguir as condições ideais, não tenhamos ilusões, as escolas estão degradadas há muitos anos e não é em pouco tempo que vamos conseguir" melhorar, disse a ministra, garantindo, no entanto, que estão criadas condições para regressar à escola em segurança.

As autoridades de saúde reportaram esta Segunda-feira 61 novos casos, um número recorde de 953 recuperados e mais quatro óbitos.

No total, Angola soma 18.254 casos confirmados, dos quais, 3009 encontram-se em tratamento, 14.825 recuperaram da doença e 420 resultaram em morte.

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