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Energia

Comercialização de combustíveis em Angola baixou no último trimestre de 2019

Angola registou um decréscimo de 25,8 por cento na comercialização de combustíveis no quarto trimestre de 2019, tendo obtido um encaixe financeiro de 154,043 mil milhões de kwanzas, foi anunciado esta Sexta-feira.

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Os dados apresentados pelo director-geral do Instituto Regulador de Derivados de Petróleo, Albino Ferreira, dão conta de que foram adquiridas para comercialização, no período em referência, 882.837 toneladas métricas, equivalentes a 154,043 mil milhões de kwanzas.

A retracção dos consumos, com impacto maior na redução da utilização de gasóleo por parte da PRODEL (empresa pública de produção de electricidade) para geração de energia eléctrica, foi apontada como causa desse decréscimo.

A origem dos derivados de petróleo continua a ser maioritariamente a importação, com 69 por cento, seguida da Refinaria de Luanda (29 por cento) e da Cabgoc – Topping de Caninda (2 por cento).

Os resultados das vendas representaram igualmente um decréscimo de 13,5 por cento em relação ao mesmo período de 2018.

O volume de vendas globais dos vários segmentos de negócio – retalho, consumo, aviação e marinha – foi de aproximadamente 1,06 milhões de toneladas métricas, o que significou um decréscimo de cerca de 8 por cento comparativamente ao trimestre anterior.

Em termos de quota de mercado, a Sonangol Distribuição mantém a liderança, com cerca de 69 por cento, seguida da Pumangol (23 por cento) e da Sonangalp (8 por cento).

Do total nacional de combustíveis, 73,4 por cento é consumido por cinco províncias do país, liderando a lista Luanda, com 49 por cento, seguida de Cabinda (6,6 por cento), Zaire (6,1 por cento), Benguela (5,9 por cento) e Huíla (5,8 por cento).

Relativamente aos combustíveis gasosos, no 4.º trimestre foram introduzidas no mercado interno cerca de 85.281 toneladas métricas de gás de cozinha, das quais 88 por cento provenientes da Angola LNG, 9 por cento da Refinaria de Luanda e 3 por cento do Topping de Cabinda.

Comparativamente ao trimestre anterior, registou-se também um decréscimo de 11 por cento na aquisição de gás de petróleo liquefeito para o mercado interno, devido à paragem programada para manutenção da Angola LNG no mês de Novembro.

Sobre as vendas deste derivado de petróleo, o sumário aponta que foram comercializadas 99.618 toneladas métricas, o que representou um aumento de 2,4 por cento em relação ao terceiro trimestre, associado à quadra festiva.

Neste segmento, a Sonagás lidera o mercado com uma quota de aproximadamente 77 por cento, seguida da Saigás (11 por cento), da Canhongo Gás (5 por cento) da Gastém (4 por cento) e Progás (3 por cento).

No segmento dos lubrificantes, foram comercializados no mercado interno pelas principais empresas, cerca de 3.629 toneladas métricas, quantidades que representam um decréscimo de 5 por cento em relação ao trimestre anterior e de 3 por cento em relação ao período homólogo.

Do volume total comercializado acima descrito, 1.032 toneladas métricas foram de produção nacional, correspondentes a 28 por cento e 2.597 toneladas métricas, provenientes de importação, correspondentes a 72 por cento.

À frente, na lista de empresas líderes deste segmento, aparece a Pumangol com vendas na ordem dos 34 por cento, seguida da Sonangol Distribuidora (28 por cento), a Cosal (15 por cento), a Jambo (11por cento), a Sonangalp (9 por cento), a Lubáfrica (2 por cento) e a Impóleos (1 por cento).

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