Trabalhadores dos Caminhos de Ferro de Luanda anunciam greve a partir de Segunda-feira

Os trabalhadores dos Caminhos de Ferro de Luanda (CFL) anunciaram esta Quarta-feira uma greve, por tempo indeterminado, a partir de Segunda-feira, para reivindicar melhores condições laborais, igualdade de subsídios, e aumento salarial na ordem dos 80 por cento.
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Em declarações esta Quarta-feira à Lusa, o secretário para os assuntos jurídicos do Sindicato Independente dos Ferroviários de Angola (SINFA), Dias Kinkela, disse que a decisão da paralisação dos trabalhos foi aprovada na Terça-feira em assembleia de trabalhadores.

"Se até aí as autoridades não se pronunciarem, a greve será uma realidade a partir do dia 14 de Janeiro, porque os trabalhadores assim decidiram, em maioria, durante esta assembleia-geral", disse.

Segundo o sindicalista, a greve prevê "serviços mínimos" com o funcionamento diário de "apenas dois comboios", pelo que referiu, 15 comboios estarão paralisados no decurso da vigência de greve.

Melhoria dos subsídios de alimentação, implementação do seguro contra doenças profissionais e acidentes de trabalho e acerto de categorias são alguns dos 19 pontos plasmados no caderno reivindicativo remetido à entidade patronal no dia 4 de Dezembro de 2018.

"A nossa situação já se arrasta há cinco anos e em Novembro aprovamos esse caderno reivindicativo, mas infelizmente até ao momento não tivemos qualquer resposta da direcção da empresa", lamentou.

De acordo com Dias Kinkela a situação afecta cerca de 900 trabalhadores do CFL.

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