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Instituto de meteorologia modernizado com investimento público de mais de 11 milhões

O Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação prevê investir mais de 11 milhões de dólares na modernização do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (Inamet), processo apoiado por França.

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De acordo com a proposta de lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018, em discussão na Assembleia Nacional até Fevereiro, aquele ministério prevê avançar este ano com a primeira fase do projecto de modernização, que deverá prolongar-se até 2022.

Nesta primeira fase, segundo a proposta orçamental, serão investidos 2100 milhões de kwanzas (11,6 milhões de dólares).

Em 2017 estava prevista a recepção pelo Inamet de equipamentos e software fornecidos pelo instituto público Météo Française Internationale (MFI), no âmbito do projecto de modernização.

Esse processo envolve a assinatura de um contrato de fornecimento entre a MFI e o Ministério das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação nacional, subdelegado no director-geral do Inamet, Domingos José do Nascimento, conforme despacho governamental a que a Lusa teve acesso em Julho de 2017.

Assinado pelo ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, o documento refere que o contrato com a MFI envolve ainda obras de construção civil e a prestação de outros serviços no âmbito do contrato para a modernização do Inamet.

A concretização deste contrato resulta de um acordo assinado em Luanda, a 3 de Julho de 2015, durante a visita do então Presidente francês à capital, prevendo uma parceria do Inamet com o instituto público Météo Française Internationale e a empresa nacional LTP Energia.

O instituto público do nosso país chegou a apresentar um Plano de Desenvolvimento Estratégico para o período 2011-2017, avaliado em mais de 116 milhões de dólares, cuja concretização foi dificultada pela crise.

Previa então o reforço da capacidade operacional do Inamet, como a reposição e funcionamento adequado de 28 estações convencionais, espalhadas por todas as províncias, a instalação de 572 novas Estações Meteorológicas Automáticas (EMAS) para fins sinópticos (previsão de tempo), climáticos, agrometeorológico e hidrológico.

O plano envolvia ainda a instalação de estações de medição da radiação Ultravioleta (UV), descargas eléctricas atmosféricas e qualidade do ar e a construção de três centros regionais de previsão do tempo para as áreas norte, centro e sul do país.