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UNITA lamenta retrocesso das liberdades no país e compara situação à Coreia do Norte

A UNITA manifestou esta Quarta-feira preocupação com o que classificou de "retrocesso" do Estado democrático e de Direito no país, marcado por "restrições das liberdades fundamentais" e "controlo da imprensa", comparando a situação à Coreia do Norte.

: Lusa
Lusa  

Em comunicado, no final da nona reunião extraordinária do comité permanente, a União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA) acusa o partido no poder (MPLA) de "controlar a imprensa e os tribunais".

O partido, liderado por Adalberto Costa Júnior, lamenta também a "morte de manifestantes, durante vários protestos que decorreram no país, a difamação dos líderes da oposição, entre outras práticas apenas comparáveis à Coreia do Norte".

Perante o actual quadro político do país, refere o comunicado, os participantes da reunião "reiteram a vontade da UNITA de dialogar com todas as forças vivas da sociedade, na busca de consensos sobre os assuntos de interesse nacional".

Os membros da UNITA congratularam-se igualmente com o balanço das actividades realizadas em 2020, considerando-as "positivas, não obstante os constrangimentos causados pela pandemia [de covid-19] e outros de ordem político-administrativa".

Na sua mensagem de Natal, tornada pública esta Quarta-feira, Adalberto Costa Júnior afirmou que as famílias vão passar este Natal "com muito mais dificuldades", devido à degradante condição socioeconómica das famílias.

O líder dos "galo negro" desejou um ano novo com grandes conquistas para o país, fazendo votos de que os angolanos "reabracem a construção de um país melhor para todos, com o não adiamento dos seus principais desafios" e que permita os angolanos "vencerem o combate contra a pobreza, o desemprego e a covid-19".