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Academia Angolana de Ciências quer “reconhecer e premiar excelência científica”

A Academia Angolana de Ciências (AAC), uma instituição da sociedade civil, proclamada esta Sexta-feira, propõe-se “reconhecer e premiar a excelência científica” e emitir pareceres científicos para apoiar o Executivo na elaboração de políticas públicas.

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O órgão foi proclamado esta Sexta-feira, em Luanda, numa cerimónia solene em que esteve presente o vice-Presidente, Bornito Baltazar de Sousa.

Na apresentação desta associação privada, constituída a 8 de Novembro de 2019, o coordenador da comissão instaladora, Emanuel Catumbela, garantiu que o órgão congrega distintas valências para "valorização da investigação científica" no país.

Segundo o responsável, a AAC, cujo estatuto foi publicado em Diário da República a 21 de Janeiro de 2020, propõe-se "promover, reconhecer e premiar a excelência científica e promover e difundir o avanço da ciência" em Angola.

"A Academia vai premiar a excelência do investigador do ponto de vista individual, mas também colectivo na perspectiva da qualidade do trabalho que é desenvolvido", disse.

A AAC visa igualmente promover a consciencialização pública do valor da ciência no desenvolvimento sustentável, a divulgação do conhecimento científico, bem como emitir pareceres científicos ao executivo sobre a elaboração de políticas públicas e outros assuntos.

Promover estudos científicos relevantes para a sociedade e prestar serviços de consultoria científica à sociedade constam também dos objectivos da Academia Angolana de Ciências, segundo o académico.

Emanuel Catumbela recordou que a AAC, organismo da sociedade civil sem fins lucrativos de carácter científico, está inserida no Plano de Desenvolvimento Nacional.

Por seu lado, a deputada Evelize da Cruz Fresta, que representou a comissão de Saúde, Educação, Ensino Superior, Ciência e Tecnologias do parlamento, considerou, na ocasião, que a AAC vai "fomentar a investigação científica em todo o país".

Já a ministra do Ensino Superior congratulou-se com a proclamação da AAC referindo que a sua constituição é a concretização de um dos objectivos do programa de melhoria da qualidade do ensino superior e desenvolvimento da investigação científica e tecnológica.

"Uma vez que o fim social da AAC é a promoção da excelência científica, da consciencialização pública sobre a importância da ciência, a AAC é um importante parceiro do executivo para promover a cultura científica", afirmou Maria do Rosário Sambo.

O director executivo do Banco Tecnológico das Nações, Jeshua Setipa, que participou no encontro por videoconferência, desejou o crescimento da AAC e garantiu apoiar "este importante instrumento para o desenvolvimento de Angola".

A Academia Angolana de Ciências, criada ao abrigo da Lei das Associações Privadas, conta com membros fundadores, efectivos, afiliados, eméritos e honorários.

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