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Francisco Queiroz na China para reforçar parceria no setor mineiro

Representantes do Instituto Geológico de Angola assinam na próxima semana, em Pequim, um memorando de entendimento com o congénere chinês no âmbito do reforço das relações bilaterais no sector mineiro, foi hoje divulgado.

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A informação foi transmitida hoje à Lusa, em Luanda, por fonte do Ministério da Geologia e Minas angolano, acrescentando que o ministro da tutela, Francisco Queiroz, inicia no domingo uma visita a Pequim, no âmbito deste quadro.

A convite do ministro Chinês do Território e Recursos, a visita prolonga-se durante uma semana envolvendo, além da assinatura do memorando de entendimento entre os institutos geológico-mineiros dos dois países, a participação de Francisco Queiroz no ato da conclusão da formação dos técnicos angolanos que vão trabalhar nos laboratórios do Plano Nacional de Geologia (Planageo), de levantamento do potencial mineiro de Angola.

Em causa está a necessidade de profissionais especializados para tratar o volume de informação que vai ser gerada através do Planageo, que arrancou em Maio de 2014 e que está avaliado em 405 milhões de dólares.

Este programa permitirá, até 2017, fazer o mapeamento dos potenciais recursos mineiros, envolvendo levantamentos aéreos, recolha e análise de amostras, sendo classificado pelo Governo angolano como um instrumento estrutural na estratégia de diversificar a economia, além do petróleo.

O Planageo prevê o recrutamento de 276 quadros superiores na área das geociências, 148 dos quais no âmbito dos contratos com as empresas prestadores do serviço, que avançará entretanto para a fase de recolha de amostras no terreno.

Este levantamento já ultrapassou, no Verão passado, mais de metade do território nacional (total de 22 blocos), área sobrevoada pelos três consórcios internacionais contratados (um dos quais chinês).

O programa envolverá ainda construção de dois laboratórios regionais, no Lubango (província de Huíla, no sul) e em Saurimo (província de Lunda Sul, no interior norte), para tratamento e análise de amostras no âmbito deste levantamento do potencial mineiro de Angola.

Prevê ainda um Laboratório Geoquímico Central em Luanda, em construção pelos chineses da CITIC, estando agendada a visita do ministro Francisco Queiroz à sede da empresa, em Pequim.

Este projecto é descrito pelo Governo angolano como um instrumento estrutural na estratégia de diversificar a economia, além do petróleo, sector que em 2014 representou 70 por cento das receitas fiscais angolanas, mas cujo peso deverá descer este ano para 36,5 por cento, devido à forte quebra na cotação internacional do barril de crude.

Estima-se que Angola, com um território de 1,2 milhões de quilómetros quadrados, terá potencial para produzir 38 dos 50 minerais mais procurados no mundo, nomeadamente ouro e ferro.