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Saúde Pública: Angola tem vacinas garantidas para população elegível e reforço de idosos

Angola já tem vacinas da covid-19 garantidas para toda a população elegível e para reforçar a imunidade nos idosos, disse a directora nacional de Saúde Pública, relacionando a desaceleração das infecções e óbitos com o aumento da vacinação.

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A garantia foi dada por Helga Freitas, que falava num encontro organizado pelo Ministério das Finanças, a propósito do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2022.

Questionada sobre os passos a dar após a vacinação da população elegível em Angola (maiores de 18 anos, num total de 15,7 milhões de pessoas), Helga Freitas adiantou que até 13 de Novembro foram mobilizadas 12.950.370 doses e que, a partir de 16 de Novembro e até Janeiro de 2022, Angola tem asseguradas mais 33.818.120 doses.

"Temos asseguradas vacinas para toda a nossa população elegível e temos vacinas para aumentar o nosso grupo populacional e assegurar reforços para pessoas idosas e profissionais de saúde", afirmou a directora, revelando que já foram administradas até à data 7.944.086 doses que correspondem a 36 por cento de cobertura no que diz respeito à primeira dose e 14 por cento da segunda dose.

A percentagem é superior na província de Luanda, foco da pandemia e onde se verificam 66 por cento dos casos, onde a cobertura atinge os 64 por cento para a primeira dose e 29 por cento para a segunda dose.

"É bastante animador, provavelmente estes resultados estão ligados à desaceleração que temos observado nesta nossa terceira vaga", sublinhou.

Nas últimas semanas, o número de infecções reduziu-se significativamente com uma média de 34 casos nos últimos sete dias. O mesmo aconteceu com o número de mortes, havendo dias em que não se regista qualquer óbito como o passado Domingo.

A responsável salientou que "a vacinação, além de outras medidas de prevenção, nomeadamente a utilização de máscara e o distanciamento social", é uma medida que "todos os países estão a aplicar".

Helga Freitas explicou que este é um processo caro para o país e que os postos de vacinação de alto rendimento são dispendiosos, pelo que a estratégia irá mudar à medida que se for alargando a cobertura.

"Logo que consigamos alcançar 90 por cento da população elegível, passaremos obviamente para uma outra estratégia que é manter a vacinação a nível de unidades sanitárias, com vista a reduzir os custos, provavelmente no primeiro ou segundo trimestres do próximo ano, caso sejam atingidos estes resultados até Março de 2022", precisou.