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Banco de Desenvolvimento da CPLP “está na mesa” e a ser trabalhado por Angola

O embaixador de Angola junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) reiterou a intenção da presidência angolana de criar um banco de investimento da organização, afirmando que "o trabalho de casa" está a ser feito.

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"O banco está na mesa, o banco está na agenda. O banco é, dentro da componente do programa de presidência de Angola, um item importante", afirmou em entrevista à Lusa o embaixador Francisco Oliveira Encoge.

Segundo o diplomata, que representa a presidência angolana da CPLP em Lisboa, o país está a fazer o trabalho de casa necessário para depois levá-lo aos restantes Estados-membros.

"Estamos a trabalhar (...) com os técnicos. Ainda não chegámos aos Estados-membros. Angola está a fazer o trabalho de casa, porque é parte do seu programa de presidência, e os Estados-membros já conhecem esse propósito", frisou.

"Acredito que também eles se estão a preparar e vai chegar o momento em que nos vamos juntar todos para falar sobre o nosso futuro banco", acrescentou.

A criação de um quarto pilar, ou objectivo da organização, o da cooperação económica, foi aprovada na XIII Cimeira de Chefe de Estado e de Governo da CPLP, que decorreu a 17 de Julho em Luanda e na qual o Presidente João Lourenço assumiu o cargo de presidente da organização, para os próximos dois anos.

Salientando que não existe, neste momento, qualquer negociação com instituições financeiras, admitiu, porém, como possível uma ligação ao projecto de uma entidade como o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). "Sim, sim, admito que sim", afirmou, quando questionado sobre esta possibilidade.

"Não lhe posso dizer que já existam negociações, mas o BAD é um parceiro, e um parceiro, se não de todos, pelo menos da grande maioria dos Estados-membros da organização. O BAD tem representações, escritórios em grande parte dos Estados-membros", concluiu.

O Presidente João Lourenço sugeriu na cimeira de Luanda a criação de um banco de investimento para a CPLP para desenvolver o potencial económico dos países que integram a organização.

"Podemos ser uma força económica relevante se trabalharmos para isso. Deixamos o desafio de se começar a pensar na pertinência e viabilidade de criação de um banco de investimentos da CPLP", disse João Lourenço, no discurso de encerramento da XIII Conferencia de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.

João Lourenço sublinhou que durante a cimeira, os governantes tiveram oportunidade de discutir questões relevantes para os respectivos países e fixar um quadro de cooperação mais consentâneo com a atual conjuntura internacional.

"Podemos ser uma força económica relevante se trabalharmos para isso", exortou o chefe do Executivo.

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