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PR diz que Estado vai continuar a empregar no sector social

O Presidente da República disse esta Quinta-feira, em Luanda, que o Estado quer reduzir a força de trabalho na função pública, mas para o sector social esta orientação é contrária, com admissões maciças de médicos e professores.

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João Lourenço falava à imprensa à margem da inauguração do Centro Especializado de Endemias e Pandemias, localizado na comuna de Calumbo, município de Viana, província de Luanda.

"Vocês sabem que o executivo definiu a necessidade de redução da folha de salários da função pública, portanto, como princípio, a tendência será reduzir a força de trabalho da função pública", referiu o Presidente.

De acordo com João Lourenço, o Estado é um grande empregador, "mas quer ser cada vez menos empregador e passar essa responsabilidade para o sector privado".

"Mas, como se costuma dizer, não há regra sem excepção e é precisamente no sector social que nós abrimos essa excepção. Portanto, esta orientação de reduzir a força de trabalho na função pública não está a acontecer no sector social, antes pelo contrário, nós estamos a fazer admissões massivas de médicos, professores e técnicos de saúde nos últimos anos", frisou.

O chefe de Estado disse que no próximo ano deverão iniciar algumas obras de construção de hospitais, podendo algumas terminarem ainda em 2022.

"O que não terminar no próximo ano terminará mais tarde, em [20]23 ou [20]24. Neste exacto momento, estamos a edificar o Hospital Geral de Ondjiva, na província do Cunene, e, desta forma, pensamos até aos próximos dois anos concluir o que é essencial em termos de hospitais gerais", referiu.

Segundo João Lourenço, a partir daí passarão a ser alocados recursos para atender a rede primária, "que é vasta".

"São unidades mais baratas, falando individualmente, cada unidade vai ser mais barata, mas são umas poucas centenas, embora nós nesta altura também tivéssemos construído já algumas unidades a nível de municípios", sublinhou.

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