Ver Angola

Política

João Lourenço: “O país está a sair da recessão económica em que se encontrava”

João Lourenço destacou que o país está a sair da recessão económica em que se encontra há cinco anos consecutivos, “um facto de enorme importância”, prevendo-se um crescimento económico de 2,4 por cento para 2022.

:

O chefe de Estado endereçou esta Terça-feira uma mensagem à Assembleia Nacional por ocasião da discussão da proposta de Lei que aprova o Orçamento Geral do Estado para 2022, lida pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior.

O chefe de Estado frisou que a retoma do crescimento económico é a solução para se reduzir os níveis de desemprego actualmente prevalecentes no país e melhorar o bem-estar dos angolanos.

"O país está a sair da recessão económica em que se encontrava, o que é um facto de enorme importância. Quando o crescimento de um país é negativo significa que há muitas empresas a encerrar a sua actividade, por isso haverá muitas pessoas a ficarem desempregadas", frisou.

Segundo João Lourenço, a proposta de Lei do OGE para 2022 apresenta um saldo fiscal equilibrado e não é deficitário, significando que o país continua no caminho iniciado em 2018 de apresentação de saldos fiscais positivos.

"Para o ano 2021, prevemos um crescimento do sector não petrolífero de cerca de 5,2 por cento e uma contracção do sector petrolífero em cerca de 10,6 por cento. Para o ano 2022, prevemos um crescimento global do PIB [Produto Interno Bruto] de cerca de 2,4 por cento, com o sector não petrolífero a crescer cerca de 3,1 por cento e o sector petrolífero a crescer 1,6 por cento", referiu.

Com o crescimento económico, salientou João Lourenço, produz-se riqueza, aumenta-se a contribuição das empresas ao erário público, através dos impostos, e o Estado passa a dispor de mais recursos para implementar os seus programas de combate à pobreza e de harmonia social.

Na proposta de OGE para 2022, estima-se que a agricultura terá um crescimento de 4,3 por cento, as pescas 4 por cento, a indústria transformadora 5 por cento, a construção 2,4 por cento, a energia 4 por cento e o comércio 3 por cento.

"Vamos continuar a trabalhar para que o sector não petrolífero mantenha esta tendência de crescimento positivo, porque é aquele que mais postos de trabalho cria e que por isso está em melhores condições de contribuir para o bem-estar dos angolanos", observou.

De acordo com o Presidente, o executivo tem feito um grande esforço no sentido de proteger o sector social, com especial realce para a educação e a saúde, que terão visto as suas quotas na despesa incrementadas relativamente ao orçamento do ano que está a findar.

O Presidente sublinhou que o sector petrolífero continua a ter "um grande peso" na economia do país e face ao desgaste natural dos campos de petróleo, problemas operacionais e de ausência de investimentos suficientes em tempo oportuno na prospecção petrolífera, a produção física do petróleo tem estado a decrescer.

"Devido ao grande peso que o sector petrolífero ainda tem na nossa economia, o crescimento negativo deste sector tem afectado negativamente o crescimento global do país e, por esta razão, Angola tem vivido uma recessão económica desde o ano 2016", destacou.

O Presidente reiterou o compromisso do executivo no sentido de garantir que os recursos inscritos no OGE "sejam utilizados de forma rigorosa, com disciplina".

Relacionado