Angola deve apostar na classe média para aumentar fluxo de turistas

A ministra do Turismo, Ângela Bragança, defendeu que Luanda já tem suficientes hotéis de cinco estrelas, sendo necessário apostar nos 'lodges' e nos 'resorts' para aumentar o fluxo turístico para o país.
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"Estamos a apostar não tanto nas unidades de cinco estrelas, porque Luanda já tem que chegue, temos de incentivar um turismo de alto nível e de eventos e negócios, mas o que vai dar mobilidade e maior força ao turismo são os 'lodges' e os 'resorts', que podem permitir um maior fluxo da classe média, que é o que vai dar suporte à indústria do turismo em Angola", disse a ministra.

Em declarações aos jornalistas no final da intervenção no painel sobre Angola, que decorreu esta manhã no Portugal Exportador, em Lisboa, Ângela Bragança anunciou ainda que durante a visita de João Lourenço a Portugal, na próxima semana, será assinado um acordo com o Instituto do Turismo de Portugal, mas salientou que mais importante que os acordos é aprender com a experiência turística portuguesa.

"O turismo estará presente na agenda da visita, será assinado um acordo entre o Turismo de Portugal e o Instituto de Fomento do Turismo de Angola, mas independentemente desta área, temos outras iniciativas no domínio da formação, e estamos muito interessados em ver a experiência que Portugal tem no domínio na formação, que é a grande vulnerabilidade dos serviços de hotelaria e turismo, que é a força de trabalho", concluiu a ministra.

O sector do Turismo em Angola empregava em 2015 cerca de 192.000 trabalhadores, representando então mais de 530 mil visitas anuais. O país contava com cerca de 180 unidades hoteleiras de várias dimensões, totalizando à volta de 8000 camas, segundo dados do Governo divulgados em 2017.

Numa estratégia de diversificação da economia, que continua dependente das exportações de petróleo, e das suas receitas, a meta do executivo angolano passa por atingir um milhão de trabalhadores e 4,7 milhões de turistas (acumulado) até 2020.

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