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João Lourenço quer mais receitas estatais da Sodiam com a venda de diamantes

O Presidente da República exortou o novo conselho de administração da Empresa de Comercialização de Diamantes (Sodiam) a trabalhar para reforçar as receitas do Estado oriundas da venda de diamantes.

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O chefe de Estado discursava em Luanda, no palácio presidencial, após dar posse ao novo conselho de administração da Sodiam, empresa estatal criada em Dezembro de 1999 com o exclusivo da venda dos diamantes produzidos em Angola.

"Acreditamos que os empossados são pessoas à altura para organizar a comercialização dos nossos diamantes, no sentido de melhor servir a nossa economia", exortou João Lourenço.

A anterior administração da Sodiam, que tinha sido nomeada ainda este ano pelo anterior Presidente José Eduardo dos Santos, era liderada por Beatriz Jacinto de Sousa, e foi exonerada por João Lourenço na Sexta-feira.

Em substituição, João Lourenço nomeou - e deu posse – a Eugénio Bravo da Rosa como presidente do conselho de administração e Fernando Teixeira da Fonseca Amaral para administrador, o mesmo cargo atribuído a José das Neves Gonçalves Silva (que já integrava o conselho de administração anterior).

Em declarações aos jornalistas, no final da cerimónia, Eugénio Bravo da Rosa assumiu o objectivo de "maximizar as receitas para o Estado" na gestão do Sodiam, bem como o cumprimento da orientação do chefe de Estado, que passa pela revisão no estatuto de "Clientes Preferenciais", no negócio diamantífero nacional.

Estas mexidas na Sodiam juntam-se às decididas pelo chefe de Estado na Quarta-feira, tendo então exonerado Carlos Sumbula do cargo de presidente do conselho de administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), a segunda maior empresa nacional, naquelas funções desde 2009.