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Falta de investimento deixa potencial de 55 gigawatts de energia solar por explorar no país

O país tem um potencial de 55 gigawatts de energia solar ainda por explorar, revelou o secretário de Estado da Energia, António Belsa da Costa. De acordo com o responsável, apesar de Angola ter essa capacidade, a exploração desta energia está parada devido à falta de investimento privado nacional e estrangeiro.

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Segundo o responsável, que falava esta Segunda-feira no webinar sobre "Crescimento Económico Sustentável e Inclusivo", o país tem uma capacidade instalada, em termos de energia térmica e hídrica, de 5,5 gigawatts (3,1 gigawatts dizem respeito à energia hídrica e 2,4 gigawatts à térmica).

Além da energia solar ainda por explorar, o secretário de Estado da Energia realçou a capacidade de Angola em explorar outro tipo de energia renovável: a hídrica. O responsável indicou que no Rio Kwanza já estão a ser construídas três barragens (Cambambe, Capanda e Lauca), das sete previamente pensadas.

No seu discurso, António Belsa da Costa, citado pela Angop, indicou que a energia do país é maioritariamente renovável e que a aposta continua a incidir sobre este tipo de energia.

Para este reforço no sector, António Belsa da Costa indicou que o Ministério da Energia e Águas tem em curso um plano de acção a ser desenvolvido até 2022.

Frisando que já foram instaladas sete centrais hídricas com capacidade para gerar cinco megawatts de energia (usada para cobrir as áreas mais isoladas de Angola), o responsável fez saber que o plano de acção integra um pacote de iniciativas de investimento privado nacional e estrangeiro. 

A tutela pretende ainda avançar com a instalação de um milhão de contadores pré-pagos, para que as empresas deixem de cobrar o consumo de energia por estimativa. "A maioria dos clientes são cobrados por estimativas, o que tem causado alguma resistência dos consumidores no cumprirem com as suas obrigações", indicou.

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