País registou mais de 970 mil queimadas florestais nos últimos cinco meses

Angola registou, nos últimos cinco meses deste ano, mais de 970 mil queimadas florestais, um aumento de mais de 360 mil casos comparativamente ao mesmo período de 2018, que provocaram três mortes, foi anunciado.
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Segundo o chefe do gabinete de comunicação do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Sebastião, foram registadas nos últimos cinco meses 972.730 queimadas florestais, mais 362.998 casos que no ano passado.

Como consequência das queimadas, os bombeiros registaram a morte de três caçadores e de um elefante, na província do Kwanza Sul, bem como a destruição de 45 residências, na mesma região.

Faustino Sebastião referiu que a tendência tem sido o aumento das queimadas florestais comparativamente a 2018, quando se registou 609.723 casos, e com 2017, com 522.665 casos.

O responsável, citado pela Angop, apontou as províncias mais afectadas, concretamente o Bié (60.000), o Moxico (38.629), Lunda Sul (34.000) e Cuando Cubango (29.359).

A preparação de terras para o cultivo, o fogo posto para a prática da caça e a produção de carvão vegetal são as principais causas dos incêndios florestais, indicou o responsável do SNPCB.

Os incêndios florestais no país fizeram notícia em Agosto passado, quando Angola chegou a ser listada pela NASA com o maior número de queimadas, inclusive à frente da floresta brasileira na Amazónia.

Em resposta, o Ministério do Ambiente informou então que a realização de queimadas é natural naquele período do ano, em várias regiões do país, devido ao aproximar da época agrícola, sendo esta uma prática secular, que está "longe de assumir proporções incontroláveis".

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