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Rota rodoviária mais longa do país regressa após fim da cerca sanitária em Luanda

Um ano e cinco meses depois, terminou a cerca sanitária à província de Luanda, imposta pelas restrições para combate à pandemia da covid-19. Assim, foi permitido o regresso de uma das rotas rodoviárias mais longas de Angola, que liga a capital a Ondjiva. Os mais de 1600 quilómetros são percorridos em 24 horas.

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A responsável pela operação é a companhia Macon, que tinha suspendido este serviço devido à cerca sanitária.

A importância desta rota intensifica-se na ligação Luanda-Ondjiva, já que vários negociantes – atraídos pelo comércio a partir da Namíbia – rumam à fronteira desta forma. Apesar de as barreiras territoriais continuarem fechadas, a medida traduz-se num alívio à economia familiar, já que é possível que os comerciantes se desloquem para desalfandegar as suas mercadorias chegadas a território nacional.

Apesar de terem enaltecido a reabertura desta ligação, que aconteceu na Segunda-feira, os passageiros viram a tarifa da viagem aumentar, de 29,000 para 33,000 kwanzas.

À Angop, Barnabé Francisco, comerciante, afirmou que a reabertura da rota vai facilitar os constrangimentos sofridos por quem procurava realizar uma viagem entre estes dois destinos. "Com o levantamento da cerca temos uma viagem mais rápida e segura, uma vez que, anteriormente éramos obrigados a recorrer a viaturas ligeiras, que cobravam preços elevados", explicou.

Recorde-se que, para viajar, os passageiros terão de cumprir com várias exigências que vão desde a apresentação de testes negativos à covid-19 até uma declaração de serviço, que poderá ser pedida.

Fonte ligada à Macon adiantou à Angop que a operadora fará a rota com a frequência de quatro serviços de transporte por semana.