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ANPG lança programa de ofertas permanente para negociar explorações sem necessidade de leilão

A Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANPG) preparou a implementação de um programa de ofertas permanente, que permitirá negociar explorações de petróleo e gás sem necessidade de anúncio de um leilão.

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O administrador da ANPG, César Paxe, anunciou oficialmente os esforços da agência para aumentar a exploração de petróleo e gás no Angola Oil & Gas (AOG) 2021. Um novo programa de ofertas permanentes permitirá à ANPG negociar a exploração dos recursos petrolíferos disponíveis ao longo do ano, sem a necessidade de um anúncio de leilão.

Recorde-se que o Governo aprovou a proposta no final de Agosto, e o novo programa de ofertas permanentes permitirá à concessionária promover e negociar concessões de petróleo e gás de forma pro-activa, independentemente das regras e regulamentos da Estratégia de Alocação de Concessões, que foi aprovada pelo decreto presidencial 52/19 de 18 de Fevereiro.

Assim, a concessionária poderá adoptar estratégias competitivas e robustas para atrair investimento internacional no sector energético.

"Os investidores podem contactar a ANPG para apresentar propostas de investimento nos recursos petrolíferos disponíveis para exploração em Angola, num processo totalmente transparente e conforme", explicou César Paxe, em comunicado a que o VerAngola teve acesso.

O programa de ofertas permanente permitirá a continuidade das negociações entre as operadoras e a concessionária sobre os campos onde o prazo de concessão irá expirar ou sobre as concessões que não foram contempladas na estratégia da concessão. De acordo com o novo programa, as concessões permanecerão permanentemente disponíveis para negociações com potenciais investidores.

Na AOG, que decorreu de 9 a 10 de Setembro, a ANPG promoveu activamente Angola como o melhor mercado para investir na indústria energética na era pós-covid 19. Os representantes da concessionária desempenharam um papel de relevo em diversos painéis de discussão de alto nível, promovendo tanto a posição da empresa como líder global em energia, como a posição de Angola como um dos principais mercados de hidrocarbonetos, refere a organização, em comunicado.