UNCTAD quer portefólio diversificado para captar investimento externo

A organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) defendeu que Angola deve ter um portefólio de investimentos estrangeiros mais diversificado e uma política focada na captação de receitas externas para fomentar o desenvolvimento.
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"Um portfólio de IDE mais diversificado e a focalização em projectos de IDE mais bem alinhados às necessidades de Angola poderiam contribuir bastante para o alcance dos objectivos de desenvolvimento nacional", lê-se num comunicado divulgado hoje, no seguimento das reuniões que decorreram em Luanda para apresentação da revisão das Políticas de Investimento da UNCTAD no país.

Segundo a UNCTAD, “o Governo estabeleceu um programa ambicioso para reformar o ambiente de negócios e investimentos. A revisão das Políticas de Investimento identificou lacunas e gargalos remanescentes, incluindo o complexo sistema de entrada e estabelecimento de IDE, regulações operacionais onerosas, a persistência de práticas concorrenciais restritivas e a falta de capacidade e coordenação institucional".

"Essas lacunas e gargalos afectam a capacidade do país de tirar o máximo proveito da sua localização estratégica, recursos naturais abundantes e acesso preferencial a mercados externos", escrevem os técnicos da UNCATD, que afirmam que as reuniões sobre a revisão das políticas da UNCTAD em Angola também dedicaram "atenção especial ao investimento no agro-negócio e a sua contribuição para o desenvolvimento sustentável".

Para a UNCTAD, é essencial "encontrar um equilíbrio nas políticas públicas entre os objectivos de segurança alimentar e desenvolvimento das exportações, melhorar o acesso à terra e à infra-estrutura e promover o empreendedorismo e o desenvolvimento de competências".

A revisão do programa foi acompanhada de uma formação de dois dias com o objectivo de aumentar a "capacitação dos funcionários do governo na promoção e facilitação de investimentos, bem como nas políticas de investimento responsável na agricultura", conclui-se no comunicado.

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