Bienal de Luanda começa de olhos postos na diversidade cultural e unidade africana

A capital recebe esta Quarta-feira o primeiro dia da Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, que decorre até dia 22, tendo em destaque o tema da resolução de conflitos no continente.
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A cerimónia de abertura, durante a manhã, no Centro de Convenções Talatona, contou com a participação da ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, da directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), Audrey Azoulay, e do presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat.

Após a apresentação, seguiu-se uma conferência magistral presidida pelo prémio Nobel da Paz de 2018, o médico da República Democrática do Congo (RDCongo) Denis Mukwege, terminando com o discurso do Presidente João Lourenço.

Na parte da tarde, o Memorial António Agostinho Neto acolheu a primeira sessão do Fórum Parceiros, que debateu o tema "Movimento de múltiplas partes interessadas para construir a paz e o desenvolvimento em África".

Neste primeiro dia, o Museu Nacional de História Militar recebeu o Festival de Culturas.

A Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano resultou de uma decisão dos chefes de Estado da União Africana “que acharam que havia necessidade de promover um mecanismo, a nível do continente africano” que se centrasse numa abordagem sobre a não-violência e a resolução de conflitos com base no diálogo.

O desafio “foi assumido pela UNESCO”, que formalizou em Dezembro de 2018 um acordo com o executivo para a realização da bienal em 2019 e 2021. 

O Governo investiu 512 mil dólares no projecto. São esperados no evento 800 delegados de todo o mundo que vão juntar-se a outros mil participantes nacionais, diretamente envolvidos na bienal, que decorre no Memorial Agostinho Neto, na Fortaleza de São Miguel (Museu Nacional de História Militar) e no Centro de Convenções de Talatona.

Foram convidados 14 países e Portugal vai ter um pavilhão próprio, contando com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, na cerimónia de abertura oficial.

Além do pavilhão no Fórum das Culturas, Portugal terá uma exposição, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian, sobre o património histórico de origem portuguesa no mundo, que ficará patente a partir de quarta-feira no Museu Nacional de História Natural de Angola.

A bienal tem como focos temáticos a juventude, paz e segurança, a criatividade, empreendedorismo e inovação, num festival de culturas que inclui cinema, música, artes plásticas e visuais, teatro, dança, moda, design, banda desenhada, videojogos, poesia, literatura, tradição oral e artesanato.

Entre as presenças confirmadas para o evento estão o presidente da União Africana, Abdel Fattah al-Sisi, e o ex-jogador de futebol Didier Drogba.

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