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Quase 50 empresas africanas lusófonas tentam certificação B-Lab

Quase 50 empresas africanas lusófonas estão a preparar-se para aderir à plataforma B-Lab, que visa "alinhar a missão principal de cada empresa com a resolução de problemas sociais e ambientais", disse uma responsável da entidade.

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"Temos 40 a 50 empresas em África a preencher o questionário para tentarem aderir, em Angola, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe", disse à Lusa Lénia Mestrinho, da B-Lab Portugal & África Lusófono, uma plataforma empresarial cujo lançamento oficial decorreu esta segunda-feira em Lisboa.

O objectivo principal desta iniciativa, que já junta 1368 empresas em 41 países e 121 indústrias, é fazer com que as empresas criem valor para toda a comunidade em que estão inseridas, e não apenas para os tradicionais accionistas.

As empresas B "são empresas que nas suas decisões e operações têm e conta o valor que criam para os accionistas, mas também para a sociedade como um todo e para as suas partes interessadas", acrescentou a responsável, exemplificando com uma empresa de construção chilena que contrata maioritariamente antigos presidiários, mas há também outros exemplos, como a vendedora de gelados Ben & Jerry's, "que utiliza lacticínios locais, ovos produzidos em ambientes sem gaiolas e que doa 5 por cento das receitas para organizações ambientais em todo o mundo; ou a Etsy, que oferece bicicletas aos colaboradores, assim como a manutenção das mesmas, de forma a que as utilizem para ir para o trabalho".

O evento de lançamento, esta tarde em Lisboa, dá o lançamento a este movimento que pretende "celebrar as empresas que utilizam e alavancam os poderes dos seus negócios para resolver problemas ambientais, dando uma perspectiva ambiental, para além da economia".

O crivo da B-Lab obriga a que na documentação legal seja referido que o retorno visa os acionistas e todas as partes interessadas, e que haja uma avaliação não só dos fornecedores, mas também de determinadas práticas, como a diferença entre o salário mais alto e o mais baixo, a percentagem de mulheres e minorias nos cargos de gestão, entre outras.