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Engenheiro angolano entre os melhores dez jovens da indústria espacial africana

O engenheiro angolano Atanilson Tucker Cachinjumba está entre os 10 melhores jovens, com menos de 30 anos, da indústria espacial africana em 2021.

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De acordo com uma nota do Gabinete do Programa Espacial Nacional (GGPEN), publicada no seu site oficial, o engenheiro foi escolhido por um "selecto corpo de jurados, entre dezenas de representantes de quinze países".

Segundo o GGPEN "a inclusão e a diversidade estão no centro da premiação, ao darem oportunidade para jovens com menos de 30 anos".

O prémio, designado "Top 10 Under-30 Africa", foi lançado em 2019 para comemorar o 50.º aniversário da missão Apollo 11 à lua. Esta distinção, organizada pelo cientista espacial nigeriano e fundador do Space in Africa, Temidayo Isaiah Oniosun, pretende reconhecer "engenheiros, cientistas, desenvolvedores de negócios, pesquisadores, defensores de políticas e académicos da África que contribuíram, mesmo que de maneira pequena, não apenas para o desenvolvimento da indústria espacial do seu país, mas também para expandir o conhecimento no crescente sector espacial da África".

Citado na nota, o cientista espacial nigeriano realça que "embora a indústria tenha muitos pioneiros importantes, nos últimos tempos, a indústria espacial em África" tem vindo a desfrutar "de contribuições significativas de jovens inovadores, engenheiros, empresários, professores e entusiastas de outras partes da indústria".

Quem é Atanilson Tucker Cachinjumba?

Atanilson Tucker Cachinjumba é engenheiro aeroespacial. É também bacharel em Engenharia Aeroespacial pela Universidade de Manchester, no Reino Unido.

O jovem, adianta a nota, "também se formou na African Drone and Data Academy, uma academia patrocinada pelo UNICEF operada pelo Virginia Polytechnic Institute e pela State University, nos EUA, e pela Malawi University of Science and Technology (MUST), Malawi".

Segundo o GGPEN, o engenheiro já participou em cursos de laboratório de voo e em actividades de capacitação da SADC. Também tem experiência com o processamento de imagens e SIG por ter frequentado um curso oferecido pela Thales Alenia Space.

Em 2019 entrou para o GGPEN, tendo trabalhado no Departamento de Ciências Espaciais e Investigação Aplicada.

O angolano fez parte de algumas iniciativas, entre as quais "a aplicação de GIS e teledetecção para ajudar a reduzir o efeito da seca em Angola, através da criação de um mapa de severidade da seca, website GIS e sistema de alerta precoce".

No ano passado, "juntou-se ao departamento de aplicações espaciais, pioneiro do projecto Sistema de Observação da Terra (SOT) em Angola".

Conheça todos os vencedores aqui.