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Líderes da norueguesa Equinor prontos para relançar produção de petróleo em Angola

A direcção da petrolífera norueguesa Equinor confirmou a presença na Conferência de Petróleo e Gás (AOG) 2021, em Luanda, em Setembro deste ano, que pretende relançar a produção de petróleo no país.

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"Na AOG 2021, os líderes executivos da Equinor, Paul McCafferty, vice-presidente de Exploração e Produção Internacional para África, e Nina Koch, directora-geral da Equinor em Angola, irão partilhar informações essenciais sobre a experiência da Equinor em projectos de exploração e produção na indústria petrolífera de Angola", lê-se numa nota enviada à Lusa.

No comunicado, acrescenta-se que estes dois líderes da empresa Equinor, anteriormente conhecida como Statoil, deverão realizar "discussões aprofundadas sobre os campos de produção de petróleo offshore em Angola e aprofundar as necessidades de investimento para a indústria petrolífera no continente africano".

A conferência, marcada para 9 e 10 de Setembro no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, servirá de palco para os dois dirigentes da petrolífera norueguesa conduzirem "debates críticos que terão por base os 30 anos de experiência da Equinor na indústria de petróleo e gás de Angola, a maior contribuinte para a produção de petróleo da empresa fora da Noruega".

"Empresas como a Equinor demonstram a capacidade de Angola para continuar a atrair investimento na indústria energética e estamos entusiasmados por ter a equipa executiva da Equinor na AOG 2021 para partilhar a sua valiosa experiência neste mercado crucial em África," afirma João Gaspar Marques, director de Conferências Internacionais para a Energy Capital and Power (ECP), o organizador da conferência AOG 2021.

Dos 364 milhões de barris de reservas comprovadas em 31 campos em África, 26 estão em Angola, havendo ainda "novos campos a serem explorados que irão posicionar Angola como um mercado de crescimento internacional para a Equinor", conclui-se no comunicado, que lembra que a Equinor está empenhada em continuar a apostar no país "nos próximos 25 anos".

Em 2016, a petrolífera foi chamada ao gabinete das autoridades norueguesas que investigam práticas de corrupção para explicar pagamentos de quase 50 milhões de dólares, feitos nos quatro anos anteriores, à Sonangol no âmbito do financiamento para a construção de um centro de pesquisa e desenvolvimento, cuja construção não avançou.

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