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Operador pronto para explorar o “enorme potencial turístico ferroviário” de Angola

Um operador turístico nacional, promotor do “Comboio Turístico de Moçâmedes”, que no próximo Sábado deve reunir perto de 70 turistas, defendeu que o potencial turístico ferroviário de Angola, “ainda adormecido”, deve ser alavancado com “maior acutilância”.

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O "Comboio Turístico de Moçâmedes", iniciativa da Agência de Viagens e Turismo Versatour com o apoio dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes (CFM), província do Namibe, visa, sobretudo, diversificar a oferta do turismo na região sul do país.

Para um dos promotores, João Lopes, que enaltece o "enorme potencial turístico ferroviário" de Angola, apenas iniciativas do género deverão "mostrar e explorar esse potencial de forma concreta", para que o mesmo saia da "letargia em que ainda se encontra".

"Esse turismo está adormecido", notou, observando que as condições estão criadas para se fazer mais.

Mas, sublinhou, não tem havido acutilância da parte dos parceiros e dos operadores do turismo e é a prova que a gente quer tentar fazer de que é possível utilizarmos os caminhos-de-ferro de fazermos turismo".

Segundo o responsável, a iniciativa de Sábado deverá ser rotativa e com periodicidade trimestral, "dependendo das condições" do mercado: "Para tentarmos provar que é possível pormos o comboio por cima das linhas e diversificar a oferta".

"A ideia é diversificar esta oferta e, como estamos na região sul, felizmente estamos desconfinados e, então, tentamos criar este atrativo para ser mais uma oferta no que toca ao sector do turismo", disse em entrevista à Lusa.

O comboio turístico vai partir da estação central do CFM com paragens na a estação da Serra, onde os turistas devem apreciar o miradouro da Serra da Chela e igualmente serpentear a Chela até ao município da Bibala, interior da província.

De acordo com a mesma fonte, a paragem na Bibala enquadra-se na componente social da iniciativa, onde além da higienização da locomotiva, devido à covid-19, os turistas vão doar cestas básicas às populações mais desfavorecidas.

A organização tem igualmente na forja um passeio Lubango-Menongue até ao Cuito Cuanavale.

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