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“Nova Educação”, a plataforma angolana que promete revolucionar o ensino online

O sistema de ensino nacional, este ano, tem sofrido várias alterações devido à covid-19. O encerramento das escolas e limitação às aulas presenciais colocou o país à prova. As aulas passaram a ser leccionadas através da televisão e, com a propagação do vírus, o ensino tem enfrentado vários desafios. Como forma de combate a essas adversidades, o engenheiro Alisson Miguel decidiu criar a plataforma “Nova Educação”, uma mais-valia para o ensino à distância.

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Esta plataforma pode ser usada tanto pelas escolas públicas como pelas privadas e inclui todos os anos de ensino, desde o infantário ao ensino superior.

A "Nova Educação" permite aos professores e alunos comunicarem directamente através de um 'chat' caso hajam dúvidas. Permite ainda que sejam dadas explicações e aulas online e que sejam realizados exercícios.

A plataforma torna-se prática pelo facto de permitir aos alunos, professores e instituições terem acesso aos materiais em qualquer lugar e a qualquer hora.

"Este nível de ensino, que pretendemos implementar, vai seguir a tendência mundial, substancialmente forçada pela pandemia da Covid-19", considerou, citado pelo Jornal de Angola, admitindo que a plataforma só conseguirá avançar se "os ministérios da Educação e do Ensino Superior homologarem o ensino à distância em Angola".

"Algumas instituições têm procurado fazer parcerias com instituições estrangeiras", disse Alisson Miguel, afirmando que isso se pode tornar num "mal sem precedentes para os professores".

"Estamos à disposição de apoiar o Executivo neste desafio transversal", assegurou, completando que esta plataforma está adaptada à realidade de ensino no país.

Além disso, de acordo com o engenheiro, a aplicação faz algumas recomendações: que o valor das propinas seja diminuído em cerca de 40 por cento e que os contratos sejam renegociados.

Segundo Alisson Miguel, se os salários sofrerem uma redução será possível pagar aos professores 60 por cento dos seus vencimentos e metade do salário aos restantes funcionários das escolas, uma vez que estes estão a trabalhar à distância.

Para já a aplicação está à espera da luz verde por parte do Ministério da Educação e do Ensino Superior.

As aulas, entre Setembro e Dezembro deste ano, deverão ser leccionadas via televisão, entre as 07h00 e as 18h00 de Segunda a Sexta-feira.

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