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Ambiente

Peixe capturado na baía de Luanda morreu por asfixia e é impróprio para consumo

O Ministério da Agricultura e Pescas anunciou esta Quinta-feira que a “redução dos níveis de oxigénio” esteve na base da morte, “por asfixia”, do peixe na baía de Luanda, desaconselhando a sua comercialização e consumo.

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A mesma fonte governamental disse ter detectado também "muitas micro-algas", produtoras de biotoxinas nocivas para o consumo humano, no pescado capturado na baía de Luanda.

A 5 de Agosto, o Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha (INIPM) foi notificado pelo comando da Polícia Fiscal Marítima da Ilha de Luanda sobre a ocorrência de peixes mortos e alteração da coloração da água.

Num comunicado tornado público esta Quinta-feira, o INIPM afirmou que, na sequência das análises realizadas às amostras de água, constatou a diminuição dos níveis mínimos de oxigénio na água.

Segundo o órgão tutelado pelo Ministério da Agricultura e Pescas, o registo de ventos fracos, nesse período, "dificultou a mistura das massas" o que concorreu para a "estagnação" agravada com a redução dos níveis de oxigénio no mar.

De acordo com a nota, concentrações baixas de oxigénio dissolvido "alteraram o factor de condição das espécies, que em casos extremos como o do dia 5 de Agosto, levou à mortandade dos peixes por asfixia".

O INIPM assegurou ainda que, dentro do seu programa de investigação, dará continuidade à monitorização ambiental da baía de Luanda para no futuro, em colaboração com outras entidades, estabelecer um sistema de alerta.

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