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Governo apresenta em Outubro resultados do levantamento do potencial geológico

O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos remeteu para Outubro deste ano a apresentação de alguns resultados do Plano Nacional de Geologia (Planageo), cuja implementação enfrenta dificuldades financeiras.

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Diamantino de Azevedo, que falava no final da cerimónia de abertura das II Jornadas Científicas da Associação Angolana de Mulheres em Geociências, disse que o Planageo "não parou", mas devido aos recursos exíguos que o país possui houve a necessidade de se fazer readaptações, em linha com os recursos disponíveis.

"Nós esperamos, em breve, possivelmente em outubro, num workshopinternacional que realizaremos no Lubango sobre rochas ornamentais, fazer já apresentação de alguns resultados obtidos no Planageo e pensamos também, possivelmente em Novembro, organizaremos uma conferência internacional sobre o sector mineiro em geral, apresentar também já alguns resultados alcançados pelo Planageo", avançou.

Segundo o ministro, o Planageo também possui a componente de infra-estruturas, pelo que deverá ser feita, durante o workshopna Huíla, a inauguração do Laboratório do Instituto Geológico, no sul.

"O que nós queremos já, e um pouco fora do âmbito do Planageo - não estava previsto mais uma iniciativa nova - especializar este laboratório para questões da hidrogeologia", disse.

Outra infra-estrutura também fora da componente do Planageo, mas que será inserida nessa estrutura no sul de Angola, é o centro de valorização de rochas ornamentais, para facilitar o investimento nesse setor, afirmou o ministro.

"Está também em conclusão, praticamente no fim, as novas instalações do Instituto Geológico aqui em Luanda, na cidade do Kilamba, que possui também laboratórios gerais, isto também temos previsto para este ano e para o próximo ano pensamos concluir o Laboratório na Lunda Sul, em Saurimo, onde, já fora do âmbito do Planageo, devido também à falta de recursos, estamos a trabalhar com a Endiama e os seus parceiros, para que apoiem a especialização desse laboratório para apoio à prospeção de diamantes", disse.

"E assim teremos já em breve, no prazo que apresentei, a conclusão de parte dos resultados preconizados no Planageo e não só", ajuntou.

O Planageo, um levantamento aéreo do potencial geológico de Angola, foi lançado em maio de 2014, num investimento de 405 milhões de dólares e incluía a realização também, até à sua conclusão, prevista para 2017, da recolha e análise de amostras.

O projecto inclui também a construção dos laboratórios regionais do Lubango e Saurimo, para o tratamento e análise de amostras, no âmbito do levantamento do potencial mineiro, bem como a construção de um Laboratório Geoquímico Central, em Luanda, cujo início de funcionamento estava previsto para o primeiro trimestre de 2016.

Estima-se que Angola, com um território de 1,2 milhões de quilómetros quadrados, terá potencial para produzir 38 dos 50 minerais mais procurados no mundo, nomeadamente ouro e ferro.