Ver Angola

Sociedade

Presidente da AIPEX “muito orgulhoso” do que Angola conseguiu alcançar durante a crise

O presidente da Agência de Promoção de Investimentos e Exportações de Angola (APIEX) mostrou-se muito satisfeito com o modelo de combate à covid-19 adoptado pelo país, aplicando o bom presságio também à economia, que vê a sair vencedora de mais uma crise.

: Euronews
Euronews  

Apesar de observadores apontarem Angola como o país mais seguro em termos de saúde em toda a África Subsaariana, para o presidente da APIEX, António Henriques da Silva, esta comparação só pode ser feita "com aqueles que estão mais próximos, com semelhanças em termos da realidade e dos desafios que enfrentam", sendo que nesse caso se pode dizer que até ao momento, Angola têm sido bem-sucedida.

"De uma forma humilde, podemos dizer que conseguimos fazer isto porque seguimos de maneira organizada as orientações que foram dadas ao Governo. Levámos isto a sério," afirmou António Henriques da Silva, em entrevista à Euronews.

António Henriques da Silva disse estar "muito orgulhoso" do que Angola conseguiu alcançar durante a crise, estendendo esse sentimento aos últimos dois anos, que, aos seus olhos, serviram para "por de novo Angola nos carris".

O responsável frisou ainda que o país está a tentar acabar com a dependência do petróleo, elogiando as medidas adoptadas pelos empresários durante esta fase mais difícil, para que os seus negócios se mantivessem em pé.

Foi o caso da Fazenda Girassol que teve de mudar todos os seus modelos de produção e distribuição. Segundo Francisca dos Santos Daniel, responsável pela plataforma online da empresa, a equipa foi obrigada a lidar com os pedidos online.

"Durante a pandemia, conseguimos 4000 novos clientes", disse, citada pela Euronews, adiantando que foram investidos "10 milhões de dólares na produção de frutas tropicais como bananas e papaias. O objectivo foi satisfazer o nosso mercado nacional, mas poder também exportar".

Segundo o presidente da AIPEX, Angola tem "cerca de 53 milhões de hectares de terra arável. Desses, apenas 4 ou 5 milhões estão a ser usados". "É um enorme potencial. Não apenas para angolanos ou para empresários que já estão em Angola, é também uma oportunidade de investimento".

António Henriques da Silva disse ainda que espera que os investidores privados visitem o país e vejam que Angola está a "trabalhar muito para ajustar as instituições e a forma de execução aos padrões de referência para projectos e investimentos no país e na economia".