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Energia

País quer reforçar sector das energias renováveis com tecnologia italiana

O país quer aproveitar a inovação tecnológica de Itália para reformar o sector das energias renováveis e, assim, fazer crescer a electrificação de Angola.

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A vontade foi expressa por Hélder Cardoso, vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Angola-Itália. O responsável disse que as energias renováveis produzem energia e, ao mesmo tempo, são amigas do ambiente, explicando que querem aproveitar os conhecimentos italianos para apostarem no sector.

Em declarações à Angop, Hélder Cardoso indicou que Itália é um dos líderes da Europa no que toca a este tipo de tecnologia e que tem alguns projectos interessantes relativamente às energias fotovoltaica, eólica e hídrica.

Esse tipo de tecnologia poderá tornar-se útil nas zonas mais remotas do país, onde não existe o acesso à rede nacional de energia. Além disso, este tipo de aposta será mais amiga do ambiente, uma mais valia tendo em conta que o planeta enfrenta, actualmente, vários problemas ambientais, adiantou.

O responsável, que falava no final de um seminário online sobre energias renováveis, considerou que a aposta no sector das energias renováveis devia fazer parte da lista de prioridades dos governos de todos os países.

Por fim, Hélder Cardoso relembrou que em 2019, quando o presidente da Itália, Sergio Mattarella visitou Angola foi celebrado um memorando de entendimento entre Angola e uma instituição bancária italiana, no valor de 300 milhões de dólares, que integra o investimento neste sector.

Já Maria de Fátima Jardim, embaixadora de Angola em Itália, defendeu que os dois países devem trabalhar em conjunto para captar investimentos no sector das energias renováveis.

A responsável, que falava também durante o seminário online, considerou que este debate chegou numa altura em que Angola e Itália estão a reforçar a sua cooperação, lembrando que está a ser implementada uma central fotovoltaica na região de Caraculo, no Namibe, resultado de um acordo celebrado entre a Sonangol e a italiana ENI.

Citada pela Angop, a diplomata afirmou que este projecto faz parte do plano de Angola para o sector energético: o objectivo do país é apostar nas energias renováveis com vista a reduzir os custos operacionais ligados à produção de combustíveis fósseis, bem como reduzir o nível de emissão de gases com efeito de estufa.

Maria de Fátima Jardim disse ainda que o Executivo tem tentado promover o desenvolvimento sustentável, contando com a parceria de Itália para impulsionar esse crescimento e aproveitou para convidar as empresas italianas a visitar Angola de forma a que conheçam as potencialidades do país.

No seminário, promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Angola-Itália, os vários participantes manifestaram interesse em investir em Angola, desde que sejam garantidas condições para tal.