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Embaixador português realça adaptação à nova realidade na reabertura do Centro Cultural de Luanda

Depois de quase cinco meses de encerramento devido à covid-19, o Centro Cultural Português de Luanda reabriu esta Quinta-feira ao público com uma exposição do artista Álvaro Macieira e adaptado a “uma nova realidade”, segundo o embaixador português em Angola.

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“Estes são os tempos que estamos a viver, não são aquilo que muita gente acha que é a nova normalidade e que é essencialmente uma nova realidade”, destacou Pedro Pessoa e Costa, salientando que o Centro “não pode, nem deve estar fechado” e teve de se adaptar.

 “Temos de ter coragem de combater o medo que se instala”, destacou o diplomata, apontando a nova forma de organizar o centro que passa a ter visitas com marcação previa, “respeitando as regras de distanciamento social”, e uma maior aposta na exploração de conteúdos audiovisuais através das redes sociais.

 “Temos de fazer mais pelas indústrias criativas e culturais”, salientou também, acrescentando que a nova equipa do Centro Cultural vai continuar a trabalhar na promoção destas indústrias, portuguesas e angolanas.

“A cultura é também um factor de integração, de coesão e de inclusão”, sublinhou.

Para Pedro Pessoa e Costa, “o domínio cultural é importantíssimo na aproximação dos povos”, pelo que, atendendo à relação de Portugal e Angola, o espaço deve ser aproveitado na divulgação do trabalho de angolanos como de portugueses.

“E é neste ‘casamento’ que nós cumprimos a nossa função de centro cultural português em Luanda”, frisou o diplomata, destacando ainda que a cultura não se resume à literatura e artes plásticas e deve ser levada a sério e respeitado pelos poderes públicos pois as indústrias culturais e criativas constituem também fatores de desenvolvimento que têm retorno económico.

Recém-chegado a Angola, Pedro Pessoa e Costa confessa-se apreciador do “Made in Angola”, nas indústrias, no agroalimentar mas também nas artes.

“É sempre bom apoiar a divulgação de um trabalho que é bom aqui em Angola como em todo o continente africano ou no mundo”, realçou, defendendo o trabalho conjunto para “internacionalização” dos artistas, quer sejam conceituados ou jovens talentos “que precisam ainda de mais apoio nestes tempos de pandemia e devem ser sempre acarinhados”.

A exposição “Sínteses – Um artista, Múltiplas Linguagens” estará patente ao público até Setembro e exibe 40 obras em acrílico sobre tela de Álvaro Macieira.

O jornalista, escritor, artista plástico e consultor cultural nasceu a 13 de maio de 1958, na vila de Sanza – Pombo na província de Uíge

As visitas presenciais estão limitadas a cinco pessoas por hora, nos horários 09h00 às 12h00 e 14h00 às 16h00, solicitando-se marcação previa através do email icamoes.ccluanda@gmail.com ou +244 938 141 858.