Angola e EUA passam a trocar informações para combater criminalidade internacional

As autoridades de Angola e dos Estados Unidos da América vão passar a trocar informações com vista à prevenção, investigação e combate à criminalidade internacional, conforme memorando de entendimento assinado em Luanda pelos dois governos.
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O documento, no domínio da segurança e ordem pública, foi rubricado pelo ministro do Interior, Ângelo Veiga Tavares, e pela embaixadora dos Estados Unidos da América em Angola, Nina Maria Fite.

Ao intervir na cerimónia, o governante angolano disse que, depois de um período razoável de negociação, iniciado em 2018, foi assinado "o tão esperado memorando".

Segundo o ministro, o memorando vai permitir que Angola possa, por um lado, beneficiar da experiência dos EUA no domínio policial, sobretudo, da troca de informações, com vista a prevenção e combate à criminalidade, particularmente o combate à criminalidade internacional.

"Destacamos o tráfico ilícito de drogas, o tráfico de seres humanos, o terrorismo, sobretudo, onde os EUA têm uma vasta experiência, bem como o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo", frisou.

Ângelo Veiga Tavares frisou que, com esta cooperação, o Governo vai assim "exercer uma acção mais firme e contar com um parceiro fundamental para cumprir os seus programas nesse domínio, "particularmente no que concerne ao branqueamento de capitais e ao combate à corrupção".

O governante sublinhou que algumas acções referentes à formação de quadros têm sido realizadas em Gaborone, Botsuana, e a formalização desse acordo vem permitir um contacto mais directo entre as estruturas de polícia dos dois países, podendo assim traçar protocolos mais precisos e mecanismos expeditos para que a troca de informações traga os resultados pretendidos.

"Com este passo estamos a estreitar cada vez mais os laços de cooperação entre os dois países e Governos, numa altura em que continuamos a registar com alguma preocupação o incremento de algumas ações ligadas ao terrorismo, ao tráfico internacional de drogas e de seres humanos", referiu.

Por sua vez, a embaixadora norte-americana frisou que o memorando "vai apoiar os esforços de Angola para estabelecer um clima favorável para empresários nacionais e estrangeiros, profissionais da área jurídica, profissionais de saúde e outros setores trabalharem num ambiente transparente e seguro, de acordo com o Estado de direito".

"Com este instrumento, Angola e os EUA pretendem, de acordo com as respetivas leis, regulamentos e políticas nacionais, cooperar nos domínios do intercâmbio de informações relacionadas com a prevenção, investigação e combate à atividade criminosa, incluindo a obtenção e tratamento de provas", referiu Nina Maria Fite.

Este memorando, destacou ainda a diplomata norte-americana, vai permitir a troca de informações sobre técnicas de investigação criminal, realização de programas de formação profissional, incluindo o intercâmbio de delegações.

"Os Estados Unidos valorizam muito a sua parceria com Angola, como líder democrático e económico no continente que mais cresce no mundo. Estamos ansiosos por trabalhar com o Governo angolano e com o povo de Angola para implementar o memorando de entendimento de hoje entre os nossos dois países", disse.

Nina Maria Fite realçou que os EUA estão comprometidos com Angola como um parceiro estratégico, no que diz respeito à promoção dos laços comerciais e empresariais, ao potencial da juventude angolano para o crescimento económico e promoção da paz e segurança.

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