DJ Batida representa Angola no Festival Músicas do Mundo

O DJ Batida, com o espectáculo Ikoqwe, que vai “encher de ironia, contra o racismo”, o Castelo de Sines, vai actuar na 21.ª edição Festival Músicas do Mundo, (FMM) que decorre de 18 a 20 de Julho, em Porto Covo, e de 21 a 27 de Julho, em Sines, Portugal.
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O Festival Músicas do Mundo, que volta a Porto Covo, a partir de Quinta-feira, e depois Sines, resulta da “necessidade enorme de não adormecer e de estar sempre alerta”, diz o programador Carlos Seixas. Em conversa telefónica com a Lusa, o director artístico e de produção do FMM destaca que o activismo é uma “marca” do evento, que já levou a Porto Covo e Sines artistas de 120 países e regiões.

“Um activismo enorme, que também é a nossa marca, estar atento a tudo aquilo que neste momento nos preocupa, enquanto pertencentes aos humanos. [...] Africanos, europeus, americanos, asiáticos, ou sei lá o quê… somos todos pessoas, somos todos iguais, queremos é ser felizes, mas com justiça, que é aquilo que cada vez há menos neste mundo”, observa Carlos Seixas.

Esta 21.ª edição, à semelhança das anteriores, resulta, por isso, de uma “necessidade enorme de não adormecer e de estar sempre alerta a todo os graves problemas que nós, enquanto mundo, atravessamos, com cenas lamentáveis em que o Ocidente tenta, de uma maneira pouco honesta e bastante hipócrita, dizer que é […] o dono disto tudo”, constata. “Chamar a atenção de um público jovem, atento, que nos exige que a luta continue”, acrescenta.

O racismo, as fronteiras, as migrações serão, por isso, os temas de fundo de mais uma edição do “mais cosmopolita de todos os festivais portugueses”, qualifica o programador. “Há uma certa singularidade que se mantém no festival de Sines. É um festival que traz uma diversidade enorme de grupos, culturas, sons e géneros. É um pouco uma ‘Meca’ do que se faz por aí, por esse mundo fora”, reflecte.

“Estamos sempre atentos àquilo que se passa”, garante Carlos Seixas, realçando que, apesar de haver mais oferta e um acesso facilitado à informação, "mantêm-se alguns buracos negros”, que o FMM tenta “trazer para mostrar que existem”.

A 21.ª edição do FMM traz novidades: a passagem por Porto Covo foi reduzida a três dias (18, 19 e 20) e apostou-se em “mais diversidade e maior cuidado” nas iniciativas paralelas, com o regresso do ciclo de cinema e das conversas célebres do passado com músicos e escritores. Esta edição reforçará ainda a preocupação com o “movimento verde”, adiantou Carlos Seixas.

Quanto aos destaques de programação musical, o dia 27 será marcado pelo o DJ Batida (Pedro Coquenão), com o espectáculo Ikoqwe, que vai “encher de ironia, contra o racismo”, o Castelo de Sines.

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