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Fitch Solutions: produção de petróleo em Angola vai cair seis por cento até 2025

A consultora Fitch Solutions considerou esta Quinta-feira que a produção de petróleo em Angola deverá cair cerca de 6 por cento até 2025, ano em que este país lusófono africano vai bombear 1,2 milhões de barris por dia.

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"Antevemos que a produção de petróleo em Angola vá cair a longo prazo, com a produção de petróleo, gás natural liquefeito e outros líquidos a contrair-se em média 1,8 por cento anualmente ao longo da nossa previsão a dez anos, chegando a 1,1 milhões de barris em 2030", dizem os analistas.

De acordo com uma análise ao sector petrolífero angolano, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas desta consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings escrevem que "a ronda de licitação oferece potencial para o crescimento das reservas e da produção no futuro, enquanto as mudanças regulatórias e fiscais mostram passos na direcção certa para melhorar o apelo para os investidores internacionais".

No relatório, a Fitch Solutions escreve que "devido a pequenos projectos que ficam operacionais e à natureza dos cortes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo em 2021 e 2022, a previsão a longo prazo é melhorada ligeiramente pelo crescimento positivo a curto prazo, com a produção a dever subir 2,2 por cento e 7 por cento em 2021 e 2022".

As previsões desta consultora surgem na mesma altura em que o Governo de Angola reviu a estimativa de produção para este ano, apostando agora numa produção de menos de 1,2 milhões de barris por dia.

"Para 2021, a previsão inicial era de 1.220.400 barris de petróleo por dia, entretanto houve um ajuste intercalar e temos como previsão 1.193.420 barris e o que estamos a fazer é no sentido de cumprir esta nova previsão", adiantou o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, em entrevista à Lusa, esta semana.

O responsável lembrou que a produção angolana é maioritariamente proveniente de campos maduros, que já atingiram um pico de produção e estão em fase de declínio, o que só poderá ser revertido ou mitigado com investimentos na pesquisa, tendo sido aprovada uma estratégia nacional para aumentar o conhecimento sobre o potencial de petróleo em Angola.

Também em 2020, a meta de 1.283.450 barris por dia ficou aquém do previsto e Angola produziu apenas 1.271.460 barris.

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