Standard Bank perspectiva retoma do crescimento da economia só em 2020

O Standard Bank de Angola (SBAO) apresentou Quinta-feira, para clientes e parceiros, o resultado de uma pesquisa, sobre a actual conjuntura do país, dando conta, por um lado, de um conjunto de evoluções positivas, e por outro, de riscos que se mantêm.
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“É hábito do Standard Bank partilhar com o mercado um conjunto de publicações que fazemos regularmente e que analisam a evolução da economia nos países onde nós operamos. Esta é uma análise independente do que tem estado a acontecer em Angola”, explica Fáusio Mussá, economista do Grupo Standard Bank para os mercados de Angola e Moçambique, em comunicado remetido ao VerAngola.

Na opinião dos especialistas, o conjunto de reformas e políticas macroeconómicas que o executivo tem estado a implementar desde o início de 2018, têm potencial para estabilizar a economia e restaurar o crescimento económico a partir de 2020, mas os riscos permanecem e os objectivos de diversificação da economia só se podem materializar a prazo com reformas urgentes.

“Acreditamos que o país está a dar passos firmes para retomar a actividade económica, mas a economia continua negativamente afectada pela recessão no sector petrolífero que impacta negativamente o resto da economia”, disse o representante do SBAO.

“Mantemos inalteradas as nossas projecções de que a economia só saia da recessão no próximo ano, tal como publicado na edição de Maio do ‘African Markets Revealed’ do Standard Bank Research”, afirma o economista do Grupo Standard Bank.

Os economistas esperam uma contracção do PIB de 0,7 por cento este ano e um crescimento de 1,5 por cento em 2020, afirmando que já é visível uma melhoria da liquidez da moeda externa no mercado cambial, que se traduz numa menor depreciação da moeda comparando com o ano passado.

A agilidade do governo em ajustar o Orçamento Geral do Estado, para uma expectativa de redução da receita petrolífera, contribui para os esforços de consolidação fiscal e para dar credibilidade aos actuais programas de reformas económicas, concluíu Fáusio Mussá.

No evento que se pretende semestral, estiveram ainda representantes de instituições públicas como o Banco Nacional de Angola (BNA) e o Ministério das Finanças (MINFIN).

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