Sindicato: greve de enfermeiros de Luanda arrancou com adesão total

A greve de enfermeiros de Luanda arrancou esta Segunda-feira, com adesão total dos profissionais, a par um encontro de negociações com a entidade empregadora, que não surtiu efeitos, informou fonte sindical.
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Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda (Sintenfl), António Afonso Kileba, disse que a reunião de mais de quatro horas, liderada pela directora do gabinete provincial de Saúde de Luanda, Rosa Bessa, "não convenceu os trabalhadores".

Segundo o sindicalista, os enfermeiros de Luanda estão em greve para reivindicar entre outras preocupações o pagamento de retroactivos referente à carreira de enfermagem, promoção profissional com mais de cinco anos de serviço e a realização de concursos públicos internos para os técnicos que aumentaram os seus níveis académicos na área.

"A greve mantém-se por tempo indeterminado, a entidade empregadora não conseguiu convencer os trabalhadores de maneira a suspender a greve, os argumentos que trouxeram não convenceram", disse.

O sindicalista referiu que está previsto para Quarta-feira novo encontro entre as partes, para se alcançar alguma solução.

António Afonso Kileba referiu que o patronato não apresentou propostas concretas face às reivindicações apresentadas, no que se refere por exemplo à abertura de um concurso público interno para os técnicos.

"Trouxeram uma proposta de uma visão global, não houve classificações a nível provincial para podermos ver quais são os funcionários que poderão participar no concurso público interno, o que seria um sinal a ser aprovado, por falta deste entrosamento não se chegou a consenso", salientou.

De acordo com António Afonso Kileba, estão abrangidos pela paralisação todos os postos, centros, hospitais municipais e provinciais de Luanda.

Neste período, estão em funcionamento apenas serviços mínimos básicos, como o banco de urgência e sala de partos, com equipas reduzidas.

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