Endiama e privados juntos para procurar jazigos secundários de diamantes

A empresa pública Endiama, concessionária da actividade diamantífera em Angola, vai formar uma sociedade com outras seis empresas para garantir a prospecção de jazigos secundários de diamantes na província da Lunda Norte.
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A informação consta de um contrato de investimento aprovado pelo Ministério da Geologia e Minas, que autoriza o projecto de investimento ao abrigo do objectivo de, até 2017, intensificar a actividade de prospecção e exploração de diamantes, o segundo principal produto de exportação por Angola, envolvendo os sectores público e privado.

No âmbito deste contrato, são concedidos à Endiama e às associadas os direitos de prospecção de jazigos secundários de diamantes naquela província do interior norte de Angola.

Além da empresa pública, a sociedade será formada pela Somia, Consórcio Mineiro de Tchegi, HIPERGESTA, YSAKAMA, Organizações BK e Escom Natural Resources, entidades "cuja capacidade técnica e financeira foram atestadas pela Endiama", lê-se no despacho governamental de 22 de Maio, que a aprova.

Dados da indústria diamantífera mundial apontam Angola como quinto maior produtor de diamantes, mas a sua produção representa apenas 8,1 por cento do valor global mundial.

Só a mina de Catoca, na província da Lunda Sul, produz anualmente seis milhões de quilates de diamantes, sendo considerado a quarta maior do género a nível mundial.

Angola arrecadou cerca de 10 mil milhões de kwanzas só com impostos sobre a venda de diamantes durante todo o ano de 2014, segundo dados da Administração Geral Tributário. Este valor reflecte as receitas fiscais obtidas com a venda de 8,6 milhões de quilates, por 1.274 milhões de dólares.

Exclui-se destes resultados a receita gerada pela própria empresa estatal concessionária da actividade diamantífera angolana Endiama.

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