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Empresas vão ter “preço mínimo de referência” em alimentos nacionais

O ministro da Economia e Planeamento anunciou na Sexta-feira que a compra de bens de consumo nacionais aos produtores será por "preço mínimo de referência estipulado pelo Estado", no âmbito das medidas de alívio económico devido à covid-19.

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Sérgio Santos, que falava em videoconferência, em Luanda, num encontro de concertação com os agentes distribuidores agro-alimentares sobre medidas de alívio económico, considerou que o produtor "não deve estar numa situação de indigência".

"O preço de compra vai ser estipulado pelo Governo para evitar que se coloque o cidadão ou a empresa que produz numa situação de perdas, o preço que vamos fixar vai-se chamar preço mínimo de referência, abaixo do qual ninguém vai fazer esse negócio com o dinheiro do Estado", disse.

O Governo anunciou na Sexta-feira que a linha de crédito do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) de 17,6 mil milhões de kwanzas para apoio às empresas devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus tem 1964 candidaturas.

A linha de crédito do BDA, com uma taxa de 9 por cento, maturidade de dois anos e carência de capital de 180 dias visa financiar a compra dos operadores do comércio e distribuição aos produtores nacionais de produtos como o milho, mandioca, trigo, arroz, açúcar, batata, entre outros.

Para o governante, um preço mínimo de referência na compra dos operadores aos produtores nacionais "visa repor o esforço da pessoa ao produzir".

O ministro que apresentava os seus argumentos num auditório composto por operadores agro-alimentares pediu também a "participação activa dos empresários e união com o Governo" na resolução dos problemas socioeconómicos do país.

"Só o Governo e os empresários juntos é que são capazes de enfrentar os problemas que temos e dar a volta aos mesmos, se perdermos muito tempo a nos digladiar uns com os outros essa não vai ser de maneira nenhuma maneira de resolver os problemas que vivemos", frisou.

"Enquanto perdermos tempo em guerra não vamos conseguir alterar a situação socioeconómica do país, temos que chegar rapidamente à consciência que só unidos vamos dar a volta aos problemas", notou.

O governante acrescentou que tem de ser o "Governo e empresas contra os problemas do país".

"Esses problemas estão contra nós e só assim é que vamos conseguir encontrar soluções comuns", vincou.

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