Governo encerrou mais de 2000 igrejas ilegais desde Janeiro

As autoridades encerraram mais de 2000 confissões religiosas ilegais, desde a aprovação, em Janeiro deste ano, da Lei da Liberdade de Religião, Crença e Culto, divulgou na Segunda-feira a ministra da Cultura.
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Ao intervir na abertura do VII Conselho Consultivo, que decorre na cidade do Caxito, província do Bengo, a ministra Carolina Cerqueira destacou os "sérios progressos" feitos nos últimos 12 meses em matéria de definição do papel das congregações religiosas quer no quadro da espiritualidade quer no domínio social e legal.

Além do encerramento de mais de 2000 confissões religiosas ilegais, o Governo fechou também centenas de lugares e sítios de culto, que funcionavam fora das normas estabelecidas.

"O Estado passou a assumir o seu papel definidor da acção destas congregações, separando aquelas que exercem realmente uma acção social forte, das que mais se assemelhavam a empresas com rótulo religioso", disse a ministra.

Carolina Cerqueira frisou que o Governo vai ter de acompanhar mais a acção das congregações religiosas, "de modo que as populações deixem de ser ludibriadas por falsos profetas, que vendem ilusões a trovo de dinheiro ou de outros favores".

"As congregações religiosas, sem excepção, precisam de ser importantes parceiros do Estado, no quadro da execução de políticas públicas sociais", referiu.

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