Sonangol afasta deputado de São Tomé da liderança da empresa de combustíveis

A petrolífera estatal exonerou Osvaldo dos Santos Vaz do Conselho de Administração e do cargo de director-geral da Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos (ENCO), empresa distribuidora de derivados do petróleo em São Tomé e Príncipe.
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De acordo com informação da Sonangol a que a Lusa teve acesso, a decisão foi tomada pelo presidente do Conselho de Administração da petrolífera, Carlos Saturnino, a 11 de Maio, destituindo Osvaldo dos Santos Vaz, deputado do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social democrata (MLSTP-PSD), que ocupava o cargo desde 2003.

A Sonangol não faz qualquer referência à nomeação do substituto do director-geral da ENCO, uma sociedade detida maioritariamente pela petrolífera angolana em São Tomé e Príncipe. Além disso, a Sonangol exporta para São Tomé petróleo, gás e outros derivados do petróleo.

A Lusa noticiou em Dezembro último que Osvaldo dos Santos Vaz seria constituído arguido e interrogado pelo Ministério Publico (MP) por tentativa de corrupção aos magistrados judiciais, segundo indicou fonte parlamentar.

Na sessão plenária realizada em Dezembro da Assembleia Nacional, 54 dos 55 deputados presentes aprovaram uma resolução que autoriza Osvaldo Vaz, administrador-geral da ENCO e vice-presidente demissionário do principal partido da oposição, a ser interrogado pelo MP.

"Eu acho que é assim que todos devemos comportar-nos, quem não deve não teme e tendo-se [o deputado Osvaldo Vaz] manifestado disponível para ser interrogado, a minha bancada votou a favor da resolução", disse Jorge Amado, líder da bancada do MLSTP-PSD.

Osvaldo Vaz foi o segundo deputado da oposição autorizado na mesma semana pelo parlamento para ser constituído arguido e ser interrogado no âmbito de uma queixa-crime por tentativa de corrupção, apresentado pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Silva Gomes Cravid.

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