PCA da Sonangol satisfeito com aumento das exportações

O presidente do Conselho de Administração (PCA) da Sonangol destacou, em Luanda, os resultados positivos da receita petrolífera obtida no primeiro trimestre deste ano, que atingiu cerca de 7550 milhões de dólares.
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Em declarações à agência Lusa, Carlos Saturnino disse que todo o ano de 2018 serviu para se tentar estabilizar a produção a um nível aceitável, que, admitiu, "ainda não é o melhor".

"Este trimestre os resultados são bons. Felizmente o preço das ramas petrolíferas também não foi muito baixo e tem vindo a melhorar, de maneira que, quer para a Sonangol quer para os cofres do Estado, representam um bom nível de receitas", disse Carlos Saturnino.

Segundo o PCA da petrolífera estatal, as companhias que exportaram no primeiro trimestre têm um bom nível de receitas, trazendo um impacto positivo no que à tributação diz respeito.

No primeiro trimestre de 2019, a Sonangol e as suas associadas exportaram cerca de 119,79 milhões de barris de petróleo.

Segundo o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, desse volume global, a Sonangol exportou 45 milhões de barris, um incremento de apenas 9000 barris em relação ao último trimestre de 2018, tendo arrecadado 2800 milhões de dólares, menos 221 milhões de dólares face ao quarto trimestre de 2018.

As exportações, segundo as autoridades, foram avaliadas ao preço médio ponderado de 63,058 dólares/barril.

Segundo o presidente da comissão executiva da Sonangol Comercialização Internacional (SONACI), Luís Manuel, que esta semana procedeu à apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2019, a diminuição do valor bruto arrecadado em comparação ao último trimestre de 2018 "deveu-se, principalmente à diferença registada no preço médio das vendas influenciada pelo preço médio do Brent - referência para exportações angolana".

"O preço médio das vendas foi de cerca de 60 dólares/barril quando, no quarto trimestre (de 2018) foi de cerca de 67 dólares, com uma diferença acentuada de sete dólares. O Brent teve uma diferença elevadíssima e isso teve impacto no valor bruto das vendas", explicou.

Relativamente aos países importadores do petróleo, Carlos Saturnino disse que a Ásia lidera a lista, com cerca de 70 por cento da produção, essencialmente a China (55,87 por cento) e a Índia (15,70 por cento), do primeiro trimestre de 2019.

Carlos Saturnino referiu que o Japão, que já importa "timidamente" o petróleo angolano, está interessado em aumentar o consumo, tendo para o efeito estado em Angola uma empresa japonesa, cujo nome não revelou, para comprar mais petróleo, além de outras entidades japonesas que manifestaram intenção para participar na construção e financiamento da Refinaria do Lobito.

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