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Energia

Angola entre os quatro países mais vulneráveis à queda do petróleo, alerta Moody's

A agência de notação financeira Moody’s colocou esta Terça-feira Angola entre os países mais vulneráveis à queda do petróleo, juntamente com Omã, Bahrein e Iraque, alertando para a limitada capacidade de ajustamento a um choque externo.

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"A vulnerabilidade à queda dos preços do petróleo vai criar divergência na qualidade de crédito", alertam os analistas numa nota sobre o impacto da queda do petróleo nos países exportadores deste matéria-prima.

No relatório, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analistas da Moody's escrevem que "os preços baixos do petróleo são negativos do ponto de vista do crédito para os países exportadores, em particular Omã, Bahrein, Iraque e Angola, onde a capacidade de ajustamento a um choque profundo, ainda que temporário, é limitada".

A maioria destes produtores, acrescentam, "têm elevadas vulnerabilidades externas aos preços baixos e vão enfrentar maiores riscos de liquidez".

Na nota, a Moody's lembra que o preço do petróleo caiu 60 por cento nas últimas semanas, estando esta Terça-feira a transaccionar nos 25 dólares, muito abaixo dos 55 dólares por barril previstos no Orçamento Geral do Estado de Angola para este ano.

"Assumimos agora que o preço do petróleo ficará entre os 40 e os 45 dólares por barril este ano e entre 50 e 55 em 2021, o que é cerca de 30 por cento e 15 por cento abaixo da nossa previsão anterior", escreve a Moody's.

Para os países com taxas de câmbio flexíveis, como é o caso de Angola, "uma depreciação da moeda pode mitigar o choque nas receitas quando são convertidas em moeda local, mas isto aconteceria à custa de um aumento no rácio da dívida sobre o PIB devido ao efeito de valorização", alerta a agência de rating.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou que no final do ano passado Angola já tinha ultrapassado a barreira dos 100 por cento do PIB em termos de dívida pública, devido também a uma desvalorização do kwanza no final do ano passado e novamente nas últimas semanas.