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Coronavírus: Federação Angolana de Basquetebol admite “implicações colaterais”

A Federação Angolana de Basquetebol (FAB) admitiu esta Quarta-feira que o adiamento da Basketball African League (BAL), onde vai participar o Petro de Luanda, terá implicações “colaterais” para o basquetebol africano e outras competições em que Angola deve participar.

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Em declarações à Lusa, o membro da comissão de gestão da FAB, António 'Tony' Sofrimento, confirmou a notificação da FIBA África (confederação de associações nacionais de basquetebol no continente africano) relativa ao adiamento do torneio, referindo que a situação decorre, "sobretudo pelo facto de o Senegal registar o primeiro caso do novo coronavírus".

A primeira fase da BAL estava prevista para o Senegal de 13 a 15 de Março, a segunda em Luanda, de 10 a 12 de Abril, e a última em Marrocos de 8 a 10 de Maio.

Segundo 'Tony' Sofrimento, os encargos logísticos de preparação não recaem sobre o Petro de Luanda, vencedor de duas edições da prova, admitindo, no entanto, implicações "colaterais" para a FIBA África e outras competições onde Angola deve participar.

"Mas, em primeira instância, está a saúde e caso ela esteja a ser posta em risco todas as medidas têm de ser aceites e temos de nos adaptar a elas", frisou.

A competição, agora adiada, envolve as equipas do Petro de Luanda, AS Police (Mali), AS Douanes (Senegal), AS Salé (Marrocos), GS Petroliers (Argélia), GMN Basket do Madagáscar, River Hoopers (Nigéria), FAP (Camarões), Patriots (Ruanda), Zamalek (Egipto), US Monastir (Tunísia) e Ferroviário de Maputo (Moçambique).

Angola desenvolve planos de contingência e medidas de controlo nos principais pontos de entrada do país e decretou, a partir de 3 de Março, a proibição da entrada de cidadãos estrangeiros vindos da China, epicentro do Covid-19, Coreia do Sul, Irão, Itália, Nigéria, Egito e Argélia, países com casos autóctones ou registados de coronavírus.

Marrocos, Tunísia e Senegal juntaram-se, entretanto, à lista de países africanos com casos registados da doença, mas o ministério da Saúde não fez até à data qualquer actualização relativa à lista de países abrangidos por medidas de quarentena ou proibição de entrada.

O surto de Covid-19, que pode causar infecções respiratórias como pneumonia, provocou quase de 3.200 mortos e infectou mais de 92.000 pessoas, em cerca de 70 países e territórios, incluindo quatro em Portugal.

Das pessoas infectadas, mais de metade já recuperaram.

Além de 2.981 mortos na China continental, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

A OMS declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional de risco "muito elevado".

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