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Angolanos são os que mais gastam no Norte de Portugal

Um estudo sobre o perfil dos turistas que procuraram o Porto e Norte de Portugal em 2014 conclui que o valor do consumo médio por pessoa subiu consideravelmente, face a 2013, e que os angolanos foram os que mais gastaram.

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As conclusões desse estudo, realizado pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo em parceria com o Turismo do Porto e Norte de Portugal e com o Aeroporto do Porto, a que a Lusa teve hoje acesso, mostram que o valor do consumo médio por pessoa subiu consideravelmente, face ao ano anterior, fixando-se nos 451 euros. Segundo os investigadores trata-se de um aumento de 160 euros comparativamente aos 291 gastos em 2013. Este valor pode ser explicado pelo facto de, em 2014, cada turista ter gastado, em média, 68 euros por noite, mais 19 euros que no ano anterior.

Por mercado emissor, o relatório indica que os turistas angolanos são os que mais gastam no Porto e no Norte de Portugal, com um consumo médio por pessoa/noite de 191 euros. São também os que permanecem mais tempo na região. Em termos de consumo, seguem-se brasileiros e espanhóis, com 122 euros e 88 euros por pessoa/noite, respectivamente. Considerando apenas o segmento em lazer/férias, os brasileiros são os que mais gastam (124 euros), seguindo-se ingleses (88 euros) e espanhóis (87 euros).

Em relação às companhias aéreas mais utilizadas pelos turistas, Ryanair e TAP são as que apresentam maiores quotas de mercado, transportando, em conjunto, 72,5 por cento do volume total. O estudo indica que 35,4 por cento dos turistas visitaram Porto e Norte de Portugal por motivo de férias, 39 por cento para ver familiares e amigos e 19,8 por cento o fez a negócios. Os que se deslocam em férias fazem-no em ‘short-breaks’, destacando a hospitalidade, gastronomia e vinhos, o Rio Douro ou a paisagem como principais atributos da região.

Os turistas que visitam o Porto e o Norte de Portugal tem idades compreendidas entre os 26 e os 50 anos, 57,7 por cento são casados ou vivem em união de facto. O nível de rendimento médio situa-se maioritariamente entre 2.000 a 3.000 euros, o que demonstra um aumento face a 2013. Dos 1.712 inquiridos, 606 disseram estar em lazer/férias, 667 de visita a familiares/amigos, 667 em negócios e 339 em turismo.