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Dinheiro doado por católicos portugueses servirá para ajudar na construção de igreja em Cabinda

O bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, anunciou esta Quinta-feira que parte do resultado da renúncia quaresmal da diocese se destinará à construção da igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Cabinda, destruída durante a guerra.

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Em causa está uma prática realizada durante os 40 dias da Quaresma em que os fiéis abdicam da compra de bens, reservando o dinheiro para projectos definidos pelo bispo da respectiva diocese.

Segundo números da Diocese de Viana do Castelo, todos os anos, em média, são recolhidos cerca de 20 mil euros durante a Quaresma, que começa na Quarta-feira, com a celebração do dia de Cinzas, marcada por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.

Na habitual mensagem dirigida aos fiéis da Diocese de Viana do Castelo, a propósito da Quaresma, Anacleto Oliveira refere que o templo será construído "no lugar da [igreja] que foi destruída durante a guerra que devastou este país irmão", na aldeia de Tando-Zinze, paróquia de Nossa Senhora das Vitórias do Lucala-Zenze, diocese de Cabinda.

"Desta partilha, que está aliada ao jejum e se alimenta da oração, faz parte o nosso contributo penitencial, que, este ano, será canalizado, em partes iguais, para dois fins", adiantou, referindo que a outra parte da verba apoiará uma instituição de Viana do Castelo.

Trata-se do Gabinete de Atendimento à Família (GAF), ligado à Ordem dos Carmelitas Descalços "e especialmente vocacionado para o acolhimento de pessoas, vítimas de desprezo e rejeição, violências e carências, e a precisar de apoio solidário".

As duas finalidades da renúncia quaresmal (que resulta do dinheiro que cada católico juntou graças às renúncias que fez no período da quaresma) foram decididas pelo bispo após auscultação dos conselhos Presbiteral e Episcopal.